segunda-feira, 7 de março de 2011
A TROVA DO DIA
Mesmo em momentos tristonhos,
carregada de lamentos,
navega cheia de sonhos
a nau dos meus pensamentos!...
ADEMAR MACEDO
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A TROVA DO DIA
domingo, 6 de março de 2011
A TROVA DO DIA
Como num sonho, a viagem
pelo teu corpo desnudo,
eu fiz, sem pagar passagem
e desfrutando de tudo!
FRANCISCO MACEDO
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A TROVA DO DIA
sábado, 5 de março de 2011
O ROSPO ESTÁ ME CHAMANDO
— Comer e morar!
— Do que está falando, Rospo?
— Comemorar é comer e morar.
— Sei, é a sua etimologia...
— Sim, claro, também se pode apenas bebemorar... Mas fico feliz por você ter aparecido por aqui...
— Estava vindo na distração dos meus pensamentos quando vi o céu num azul mais claro, e o orvalho enfeitando a lisura das folhas, vi também uma flor acanhada me piscando com um amarelo&lilás num dos jardins que encontrei...
— Continue.
— Senti um vento suave roçando em minha face, umas gotas anunciando chuvas, e uma poeira ao longe... Também vi sapinhos sorrindo e compreendi...
— Compreendeu o quê?
— Que o Rospo estava me chamando...
— Eu? Nem pensei em você!
— Rospo, acabo de descobrir uma coisa...
— Que coisa, Sapabela?
— Você não sabe mentir, pois ficou tão vermelho...
— Sapabela...
— Diga.
— Que lindo vestidinho!
— Rospo, você não toma jeito.
HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 — 464
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2011
A TROVA DO DIA
Pode o livro ser tesouro
que alguém garimpou por nós;
é o amigo imorredouro,
que não fala, mas tem voz!
MARIA THEREZA CAVALHEIRO
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A TROVA DO DIA
A SABEDORIA DA NATUREZA
— Jamais despreze a sabedoria dela...
— Dela quem?
— Da natureza.
— Sim, é verdade, ela é por demais sábia. Falando em natureza: você sabia que o abacaxi é uma bromélia? E que a melancia é uma curcubitácea?
— Sobre a melancia já sabia. Ela é parente do pepino, do... Mas, Sapabela, vamos deixar essa conversa de almanaque e vamos para o teor principal: a sabedoria da natureza.
— Já estou lá.
— Lá onde, minha sapa?
— No teor principal.
— Pois bem: a natureza é mesmo sábia, e veja só um exemplo. A rosa é a rainha das flores... É a mais formosa...
— Toda sapa sabe disso.
— Mas a roseira é repleta de espinhos...
— Sei, já tentei roubar uma rosa de um roseiral e feri o meu dedo...
— Exatamente.
— Exatamente, o quê?
— Eis a sabedoria da natureza. Ela fez a rosa como a mais bela e formosa das flores, e cobriu de espinhos as hastes da roseira... Justamente para proteger a rainha. Pois essa flor tem que ser preservada a todo o custo, e quem tentar retirar uma rosa poderá se ferir...
— Rospo, meu amigo...
— Diga, Sapabela.
— Você é lindo.
— Eu sei, a natureza é sábia.
— Não seja convencido, mas, que beleza! , a natureza fez a rosa e além de fazê-la criou mecanismos para a sua defesa e a sua proteção...
— Por isso, Sapabela, jamais desvalorize um espinho...
HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 — 463
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2011
NAMORADA!
— Namorada!
— Por que está falando sozinho, Rospo?
— Sapabela! Não sabia que estava aí...
— Não estava. Cheguei.
— Foi se aproximando, não é?
— Vi as borboletas, o gramado louco por orvalho, as ondulações do lago, as flores, o ar azul... o fulgor e a serenidade da tarde, e tudo isso me interessa, e me aproximei.
— Viu também "eu"...
— Rospo! Pare de enrolar. E nem venha com o seu "Pois é". Seja objetivo. Sapabelas gostam de objetividade. Por que, afinal, estava falando sozinho? Por quê?
— Estava pensando alto na palavra namorada.
— Na palavra "namorada"?
—Na palavra enamorante, aquela pela qual nos enamoramos. Sou enamorado da palavra. A palavra nos namora desde sempre, desde que fomos batizados pela poesia...A palavra é o namoro indestrutível do sapo com a vida... com o mundo. É a grande namorada que nos espreita desde o primeiro balbuciar...
— Isso está bonito, Rospo. Mas deve ter algo mais...
— Sim, estava pensando na palavra "Namorada". Como ela é curiosa!
— A namorada é curiosa?
— Por demais da conta.
— Sei.
— Mas a palavra em si é curiosa. Namorada quer dizer "aquela que vive na morada"...Morada é casa, e em alguns países de Língua Portuguesa, diz-se: morada, em vez de casa.
— Bonito, Rospo, continue.
— Então, a namorada é aquela que está na morada...
— Já disse isso...
— Ocorre que a morada sou eu, quer dizer, é o sapo, é o "namorado"... O sapo é em si a morada que abriga a Sapa. Ela chega e vem ao aconchego do peito do sapo, ela quer morar em seu coração, e seu coração é a própria morada. Sendo assim, o sapo é a morada e a sapa do aconchego deixa de ser uma sapa qualquer, como todas as lindas que passeiam pelo brejo, e se torna a "Na morada", aquela que passa a habitar a morada.
— Morada também se diz:casa, e assim sendo, a Sapa passa a viver no sapo, ou seja, na casa.
— Casa é muito mais que morada nesse caso.
— Rospo, eu adoro a sua etimologia, mas... Por que casa é mais que morada?
— Morada é namoro, Sapabela. E casa é acasalamento.
HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 — 462
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2011
SAPABELA PROCURANDO O CARNAVAL
Na busca do tempo que voa, Rospo, imaginação em punho, e poesia salpicada na alma, circula pela praça ao amanhecer, pois a praça é tudo, e só não sabem os que dormem até tarde. Então, acontece uma coisa extraordinária, um estrondo, um magnífíco encontro:
— Sapabela! O que faz por aqui? Por que carrega esse rolo de serpentina e esse pacote de confete?
— Onde está ele. Rospo?
— Ele quem?
— O carnaval do brejo.
— O carnaval? Sinto muito, ele já se foi...
— Mas é carnaval!
— Era!
— Do que está falando, Rospo?
— A alegria autêntica, nascida no coração do povo, essa já não mais existe. O que tem hoje é o espetáculo, que rende muito dinheiro...
— Entendo. O povo só assiste, da arquibancada.
— E paga para isso.
— Que pena. Acabaram com o carnaval do brejo...
— É. "Foi pro brejo".
HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 — 461
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
FOTOS QUE CIRCULAM POR AÍ
— Não necessito ver fotos chocantes para ter consciência das atrocidades que os sapos cometem... Sei da violência, sei da maldade e da estupidez que podem brotar no coração de um sapo...
— Entendi, está falando isso por causa das fotos dos cavalos...
— Sim, Sapabela... Elas não são necessárias e peço que não mais envie fotos assim, e em sua consideração, ainda pus uma em meu Frogblog, mas foi um erro de minha parte... Não preciso de nenhuma imagem chocante, nenhuma foto agressiva... Eu sei do que um sapo é capaz de fazer...Tal como o universo, a maldade também pode ser infinita...
— Rospo, às vezes você exagera... Mas parece que agora está certo... Tem um detalhe: O amor também pode ser infinito...
— Porém, diferente da maldade, que pode brotar de repente, ele, o amor, precisa ser cultivado...
— Rospo, prometo que não mais enviarei fotos assim, porém eu pensava que a Internet fosse também para isso: para espalhar os exemplos concretos e reais da violência contra outros seres...
— Tem razão, Sapabela, prometo que pensarei sobre o assunto...
— Por isso gosto de você: sempre escuta a sua amiga...
HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 — 460
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2011
A TROVA DO DIA
Sabedoria só cabe
a quem tem por diretriz
não dizer tudo o que sabe,
mas... saber tudo o que diz.
MARIA MADALENA FERREIRA
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A TROVA DO DIA
quinta-feira, 3 de março de 2011
OURIVESARIA
— Quando um sapo se enamora de uma sapa o que ele mais quer são os carinhos dela e a pandora...
— Pandora?
— A Pandorinha...
— Rospo, está muito erótica essa conversa... Mas já entendi o que quis dizer... Sim, todos os enamorados querem carinho e querem o outro, o corpo do outro... Qual a novidade?
— Todos deveriam querer apenas o amor e os carinhos, cada qual da sua sapa...
—Tem sapo que quer coisa diferente?
— Em vez da pandora querem é transformar a sapa num pandeiro...
— Entendi. Em pleno século XXI tem sapo aqui no brejo transformando a sua sapa num pandeiro, ou seja, batendo em sua sapa...
— Sim, infelizmente, tem sapos que não evoluíram. E a evolução se mede não apenas pela capacidade de amar, mas, principalmente, quando o amor se torna sinônimo de respeito...
— Sapa é sinônimo de desejo, de carinho, de atenção, de gentileza, de ramalhetes, de cinema, de luta pela vida, de companheirismo, de fidelidade, de amor, de...
— Aonde você quer chegar, Sapabela?
— Gostaria de chegar aos sapos que ainda não compreenderam que sapa não é pandeiro...
— Porém, por que uma sapa não consegue deixar aquele que a oprime?
— A opressão, às vezes, tem tentáculos poderosos...
— Mas estamos chegando ao Dia Internacional da Sapa... Uma data excelente para reflexão... Além das rosas, claro.
— E dos bombons, naturalmente.
— Sapabela, você é joia!
— Todas as sapas são joias! Mas não para serem penduradas no pescoço... E sim para a contemplação, o zelo, o carinho, pois cada uma traz em si, a cada dia, a sua própria lapidação.
— Nem sabia dessa condição de ourives em cada sapa...
— Sapa é uma ourivesaria ambulante... Realmente, os sapos têm muito o que aprender.
HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 - 459
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2011
O CRONISTA DE VARGINHA
Com atraso informo que morreu um apaixonado pela literatura. Durante cerca de 40 anos escreveu a coluna “Diversos Caminhos” no jornal CORREIO DO SUL, em Varginha, Minas Gerais.
Terá alguém divulgado com tanto amor os poetas? Zanoto não fazia distinção entre poetas consagrados ou principiantes. Um poeta inédito, uma poetisa que enviava um poema rabiscado numa folha de caderno... Para ele, não havia diferença. Ele conhecia os diversos caminhos do coração.
Fui até Varginha num dia chuvoso de Janeiro só para abraçá-lo. Ele chamou de Viagem Maluca, e riu muito, e nos abraçamos e eu retornei para São Paulo, naquela mesma noite de chuva forte. Retornei feliz.
Abracei o Zanoto! Só essa alegria explodia em meu coração.
Jamais esquecerei dos recados que ele me mandava em sua página... Que teimosia, Zanoto! Uma coluna diária durante quarenta anos, só para divulgar os poetas e a poesia!
Contarei algo aqui: Ainda tenho todos os jornais por ele remetido: pastas e pastas... Um belo arquivo, que um dia será digitalizado, claro...
Estamos no Brasil, mas seu nome não está em desamparo, pois vive no aconchego de nossos corações.
Em sua homenagem, a primeira frase de CASA AZUL DA LITERATURA estará no alto, no canto esquerdo.
Adeus!
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ZANOTO, MEU QUERIDO
Com os olhos assim anuncio:
MORRE O COLUNISTA ZANOTO!
Adeus, querido amigo dos poetas!
Marciano Vasques
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A TROVA DO DIA
É noite em nossa favela
e o vento, em leve rumor,
apaga a chama da vela
e acende a chama do amor.
HEGEL PONTES
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A TROVA DO DIA
DEVASSIDÃO
DEVASSIDÃO
Já vou me catar, lá onde a poesia estiver. Não, hoje não quero falar de poesia. Quero falar de Música, de canções. De artistas, e de uma que todos nós, o Brasil inteiro ama. Quem quer um segredo? Pois aqui tenho um. O artista não faz para si, faz para milhares de pessoas.
O Brasil é um país extraordinário, por isso tanto o amo. O Ex-Presidente Lula receberá 200 mil Reais por cada palestra que realizar. Viva! Mas, vamos falar da minha avô?
Minha avô Conceição disse-me certa vez lá em Ribeirão Pires, em 1958. Isso mesmo! Foi lá em 1958: "Quando você crescer, preste muita atenção nas coisas."
Hoje quero dar uma notícia que irá emocionar a todos. Apenas dar a notícia, que a notícia clama.
A cantora Sandy, por um contrato de US$ 1 MI, fará propaganda da Cerveja "Devassa". Ao se tornar garota - propaganda da marca, está ocupando o lugar que era da Paris Hilton.
No comercial, um locutor convida o público a conhecer o outro lado de uma moça comportada. "Todo mundo tem um lado Devassa", diz a propaganda.
A cantora receberá Um milhão de dólares pela propaganda.
Na devassidão do espírito da época nada como uma cerveja para refrescar e nos trazer momentos de alegria e felicidade.
É perfeitamente natural para um artista popular fazer propaganda de marca de bebida alcoólica. Quem refletir estará com inveja. Desejo sucesso para a propaganda, para a bebida e para a cantora. Que sempre nos brindou com a sua voz e o seu talento.
Na entrevista, a artista diz que "seus fãs já são adultos e têm consciência de seus atos."
É errado dizer que os hospitais estão cheios de mulheres espancadas por homens agressivos e violentos que se tornam bêbados, etc... Isso nada tem a ver. Cerveja é puro prazer, é momento de deleite, de devaneio, de poesia, de conversa feliz, e de carnaval.
Viva tudo o que acontece.
E ainda me lembrando daquela tarde naquela manhã de nódoas, de fiapo de riacho repousando naquele quintal, e das palavras da minha avô Conceição: "Quando crescer, seja apenas um jornalista. Não queira ultrapassar isso.", sinto-me honrado e feliz em dar essa notícia.
Aproveitando esse grande momento, desejamos a todas um feliz Dia Internacional da Mulher.
MARCIANO VASQUES
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CASA AZUL DE PALAVRAS
quarta-feira, 2 de março de 2011
A TROVA DO DIA
Percebi somente agora
após corrida sem fim,
que a paz que busquei lá fora
estava dentro de mim.
ANALICE FEITOZA DE LIMA
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A TROVA DO DIA
O SAPO E A MÚSICA
À beira do lago, sob o manto do luar, uma boa conversa sempre pode começar, e mesmo se um sapo estiver apenas meditando, ao surgir uma sapa amiga, logo estará conversando.
— Rospo, é verdade que quando você não tem nada para dizer, ouve música?
— Eu sempre tenho algo a dizer, Sapabela! Sou feito de dizeres. O que ocorre é que me parece que às vezes necessitamos dos momentos certos, ou das circunstâncias ou das condições para falar...
— Entendi. Mas então, como eu disse, você fica ouvindo música?
— Mais do que isso. Eu ponho música na casa. Espalho canções pela casa...
— E a casa fica azul?
— Fica, Sapabela. A música é uma forma de linguagem que às vezes pode perfeitamente substituir as palavras...
— Sei, as músicas, as canções, elas dizem muito... Sempre. Porém, tem algo que me intriga.
— Diga, minha querida.
— A música necessita do silêncio para ser ouvida, não é?
— Naturalmente. Sempre o silêncio. Só assim ela pode ser ouvida como merece...
— E, quando num show os sapos ficam gritando na hora de uma apresentação musical?
— Pois é.
— O "Pois é" às vezes não me satisfaz, Rospo... Então, a música é como um livro? Necessita do silêncio?
— Sim, a música é a literatura que voa pelos ares... Borboleta celestial que eleva os espíritos para o alto das infinitas cordilheiras do coração...
— Podemos ler um livro ouvindo uma música?
— Claro, desde que seja uma música sem letra...
— Compreendo. Mas hoje os sapos jovens, principalmente, estão fazendo diversas coisas ao mesmo tempo... Inclusive ouvindo música... Como você interpreta isso?...
— Para mim a música não perdeu a sua essência, o seu espírito...
— Entendi, acho que você respondeu...
— Não é "acho" minha linda, é "considero"... Estou brincando, Sapabela, fale como quiser...
— Pois é, Rospo, "O tempo passou na janela e só você não viu..."
— Do que está falando, meu bem?
— Esse tempo da essência, esse tempo já vai longe... Estamos na era da velocidade. Essência dá muito trabalho, está muito lá, nas profundezas do ser... Ninguém mais tem tempo para essa viagem... Deixe a música tocar do jeito que o tempo manda...
— Sapabela, não tenho vocação para administrar perdas. Deixe-me viver intensamente o meu tempo, mesmo que fora do tempo...
— Rospo, vamos ouvir música hoje?
— Vamos! Qual o sabor?
— Sabor?
— Do sorvete...
— Entendi, música tem que ter acompanhamento...Ainda bem que sorvete é silencioso...
HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 — 458
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
ENCONTRO DE AMIGOS
— Voltei!
— Rospo! Por onde tem andado? Não o vejo alguns dias... Você sumiu!
— Sapabela. Estive por aí...E o carnaval? Já chegou ao brejo?
— Não sei. Ainda não liguei a Televisão...
— Gostei do seu espírito irônico... E gostei também do seu vestidinho...
— "Estava demorando!"...
— Será que o carnaval acabou?
— Claro que não! Ou melhor, já acabou sim...
— Sabe, Rospo. Não devemos ter esse olhar assim tão negativo. Muitos sapos e sapas irão desfilar e sambar na Avenida... Isso é uma coisa boa...
— Tem razão. O "povo do brejo" sambando na avenida, e o carnaval "passando"...
— Vamos a um sorvete?
— Vamos! Sorvete tem um dom...
— Qual?
— Acalma as ironias...
— Mas a ironia não nasce por si, ela não surge do vão, do nada... Ela tem um histórico, uma origem...
— É?
— Sim, ela nasce nas coisas que são, que estão...
— E nas que passam...
— Sapo, por favor! Dois sorvetes...
HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 - 457
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 — 457
Marciano Vasques
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A TROVA DO DIA
Na vida, em nossa jornada,
desde o berço à fria lousa,
com certeza somos nada
tentando ser qualquer cousa.
ADOLFO MACEDO
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