ROSEMARY LOPES PEREIRA E O SONHO
Maria Thereza Cavalheiro
(Especial para CASA AZUL DA LITERATURA)
O RADAR foi um sonho que se interrompeu. E isso aconteceu em Dezembro de 2009, quando ROSEMARY LOPES PEREIRA adoeceu. E ela era a alma do jornal, a luz que se irradiava por suas páginas, a presença em tudo que era publicado - até nos anúncios, com dizeres bem elaborados. Rose ficou doente e a todos entristeceu. Sua voz enérgica, vibrante , calorosa, tornou-se tênue, abatida pelas circunstâncias. Rosemary sempre foi a imagem do idealismo, da coragem, da garra, da luta empreendida a cada número de O RADAR; sem ajuda oficial, sem verba nenhuma de político algum.

Rosemary Lopes Pereira sempre foi a batalhadora por um mundo melhor através da palavra, da mensagem positiva, do amor ao próximo, à coletividade da bonita cidade de Apucarana, no Estado do Paraná. Uma urbe engalanada de cerejeiras, a oferecer suas róseas flores aos passantes. E Rose sempre a ofertar o brilho de sua criatividade, o bom jornalismo, o texto edificante, as enternecedoras crônicas; sempre pronta a elogiar tudo de louvável que acontecia na cidade e também a apontar o que podia ser melhorado. O RADAR foi fundado em 6 de Setembro de 1970 por Fernando Pereira, o esposo afetuoso que partiu cedo para o mundo das estrelas, e continuado por Rosemary. O filho do casal, Luiz Fernando, fez-se homem e colaborador do mensário; formou-se em Direito e História, apresentou brilhante tese de Mestrado, partiu para o Doutorado; é professor de História Social.
Rosemary, em sua página "Literatura, Poesia e Comunicação", deu abrigo à nossa coluna "Trovas", que por mais de trinta anos teve lugar cativo em O RADAR, com enfoques de poetas e trovas de autores de todo o Brasil e também de Portugal. 'Trovas" agora prossegue no BALI, de Itaocara - RJ, com o apoio de seu editor, o Acadêmico Kleber Leite.
A trova está pesarosa, com a ausência de sua benfeitora. Nós todos estamos pesarosos. Peçamos a Deus pela recuperação dessa criatura tão singular, que é Rosemary Lopes Pereira! Disse ela em uma de suas crônicas: " Não há honrarias, placa de prata ou discursos, que superem o apoio dos sonhos". E foi, talvez, pelos seus sonhos, que ela adoeceu. Mas as sementes que Rose plantou estarão sempre florescendo e tornando-se em frutos, para alimentar os sonhadores de todos os caminhos que ela percorreu com sua pena mágica. Que ela volte em breve a nos encantar com suas crônicas cheias de ternura e humanismo!
Créditos das fotos:
Rosemary Lopes Pereira - Cyana Barros
Cerejeiras de Apucarana - http://www.maucar.com.br/Apucarana.htm
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