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sábado, 31 de agosto de 2013

ALUMIOU

Alumiou o sofredor.
Esse preto aqui
Que nasceu do amor
Que chorou
Até você fingir que ficava...

Tomei 
Na beira da estrada
Cuidando 
Essa longe
Flor que me aceite...

Rios de lágrimas não findam
Essa secura da alma
Se você já se foi...

Se morrer eu sob o luar
Você distante
Vai recolher mudez 
Mas vai tremer...

Nem sei foi que aprendi amar assim.
Cismava nos meus séculos de sofrimento
E  toda você enfeitada num sorriso chegou...

Não ficou...

Bem melhor se existisse apenas
A força de ter seu corpo

Pra que um homem assim tanto sofrer?

MARCIANO VASQUES

sábado, 27 de abril de 2013

RESERVADO

Tentei falar com você.
Só dava caixa postal.
E ameaçando um temporal.

Tão tarde, esperando num ponto.
Isso ainda vai render um conto.

Só passava reservado, meu bem.
Nem a carona de um amigo,

E estava sem guarda-chuva.
Sem abrigo.



Marciano Vasques


sexta-feira, 26 de abril de 2013

PALHAÇO

Quem é você?
—Descubra se quiser.
Sou o palhaço
Ladrão de mulher.

 A luz das estrelas

Atravessa a lona.

Lá estava no sorriso

De uma dona
Na calçada da Pamplona.
Catando versos
Desacatando universos
No meu caminho
Empoeirado
De vento alegre
Ventando forte.

Fogueiras salpicadas

Ns conversas dos bares.

Gente do nordeste.

Gente do norte.

Menina na sorte

De sonhos avulsos
Sonhando altares.

Moço tórax aberto

Cantarolando Roberto
Na fartura bêbada
Das ilusões.
Lancinante amparo
Das solidões.


Vago

Na fluência transparente
De uma tarde
No ocaso
Nas flores de Outono.
Buscando a mera
Quimera
Nas luzes de Itaquera.
Aconchego de abandono.

Nem acha graça

Nem se toca
A moça
Da tapioca
Quando na praça
Sigo cigano
Na fértil força
Do picadeiro
Da minha vida.

Num lampejo

De lembrar ferida.
Sinceras dores.
Incicatrizáveis amores.


Marciano Vasques


sábado, 25 de fevereiro de 2012

FLANELA OU LÃ

Resfriado, escorrendo o nariz
pela calçada moço.
Sem almoço, sem alvoroço,
Sem casaco de flanela ou lã.
Bolo de nozes ou avelã.
Chá de anis.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O ESMERO PRINCIPAL

Pensei nas imagens do cinema,
Que me trouxeram alegria.
Audrey Hepburn em "Guerra e Paz",
E tantas outras.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

FRAGMENTOS

Ainda penso que você pode pensar
Que a poesia devolva a necessidade aflita
De outras noites que arderam em febre de luar.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

MOMENTOS

Já foi um triste traste.
Já viu trapaça na praça.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

BEIJOS

Bocas que se beijam
Nas luzes da cidade.
Bacos, fúrias, poesia
E o verso livre
De se esquecer.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

POEMA EXTRA

O TREM



Tem trambique tem trambique tem trambique
Tem trambique tem trambique tem trambique 
Piuiiiiiiiiiiiiiii!

sábado, 21 de janeiro de 2012

MUNDO SERÁ LIA

Áfricas se cruzam aqui
Nas ruas tortas
Do bairro meu.

PASTILHAS

De ti sinto a falta no meu corpo.
De ti, o toque que nos fez ser melhor.
De ti, a palavra necessária 
E  verbos da leveza de levar
Meu rosto pra lavar
No riacho da poesia.
Onde se pode ir sim.



Marciano Vasques

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

FRAGMENTOS

Pinta o rosto
Recaptura a sua história
Em cada traço, cada ruga
Cada rogo
Da alma.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SOLIDÕES

Esquecimento abre a janela,
Na fugacidade das coisas

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A LUA E O TEMPO

No cais
Sangrando orvalhos 
Nos  ais: o tempo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O CIO DO CÉU

Abro a janela.
Recolho um pouco da lua,
Uma fatia de luar,
Um estilhaço de brilho,
Um rastro de luz,
Uma estrela,
Um azul bem forte,

É noite.
Acima das luzes da cidade,
Da janela de um apartamento,
Contemplo,
O cio do céu.



Marciano Vasques

domingo, 4 de dezembro de 2011

COISA E TAL

Ainda bem
Se te curaste de mim.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

RETALHOS

CONCHAS



RETALHOS FLORESCIDOS

Cato sinas e fados
Nas minhas andanças
E as danças ciganas
Do meu caminho
Dizem sol, luar, terra meiga.
Mar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

AS PALAVRAS, MEU BEM

Guaco, malva,
Estrela D´Alva,
Hortelã, romã, romance,
Ancinho.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

INEXORÁVEL

INEXORÁVEL



Quando disseste algo que entendi "Te amo",

VIDAS QUE SE TECEM

Talvez, sem me dar conta,
Tenha agradecido ao infinito
Ao tocar teu corpo.

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