domingo, 13 de maio de 2012

LEVE SUA MÃE

—Que culpa tenho se sou uma festa de viver?
—Rospo, a palavra "culpa" não existe em nosso vocabulário.
—Verdade, Sapabela. Foi um erro meu pronunciar uma palavra inexistente.

sábado, 5 de maio de 2012

CONSIDERAÇÕES SAPABÉLICAS



—Rospo, às vezes você é exagerado nas emoções.
—O que está tentando dizer, Sapabela?

terça-feira, 1 de maio de 2012

FONTES DA ALEGRIA

Tem tanta alegria em mim, Sapabela, que até desconfio de que seja felicidade.
—E é, Rospo. E onde está a fonte dessa alegria intensa?

DOIS COPOS

—Noite de feriado, e Rospo encontra a sua grande amiga.

—Como vai, Sapabela?

—Num outono já assanhado para ser inverno. E você, meu querido amigo?

—Colei dois copos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A QUARTA REGIÃO

—Aprecio você sem moderação, Sapabela.
—Que papinho é esse, Rospo?

domingo, 15 de abril de 2012

A ESCADARIA E O ESCRITOR

A ESCADARIA E O ESCRITOR









O escritor não é um filósofo e nem deve se preocupar em sê-lo. Há filósofos que são escritores. Na escadaria dos espíritos necessários, ele está um degrau apenas de distância do filósofo. No mesmo degrau do poeta, um acordo firmado entre os dois, um sinal de cortesia, com certeza do poeta, um gesto solidário para com ele. Há

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A FILA CIRANDOU

Fulo na fila, Rospo puxa conversa.
—Está curta a conversa, não é, meu amigo?
—Que conversa, sapo? Ninguém está conversando.

sábado, 7 de abril de 2012

CONTEMPLANDO AS ESTRELAS

—Que pensamento o aflige, meu amigo?
—Nem havia reparado a sua chegada.

A PRECIOSA FLOR DA FELICIDADE

Começou a grande corrida em busca da flor mais preciosa do mundo: a da felicidade.
Em toda parte, sapos em busca da preciosidade.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

DANÇANDO NO TEMPO

Quando a valsa surgiu causou um escândalo. Como era possível tal coisa? Homem e mulher dançarem tão próximos? Furor. Assombro. Assim aconteceu.
O tempo seguiu e eles continuaram dançando. Boleros, sambas. Veio o twist, o Rock And Roll, e chegou a época em que homens e mulheres passaram a não dançar juntos.

NUMA SEXTA DE LUAR

Sexta-feira, lá vai a Sapabela sabadoficando seu coração, tremeluzindo ao luar. Vontade de abraçar, de cantarolar, de cantar alto, de abrir sua voz na voz do vento suave de outono que roça a noite, glorificando a sexta.  Então:
—Rospo! Aqui Rospo! Aqui, deste lado!
—Sapabela! Também veio "curtir" a Praça Azul?

SORVETE AO LUAR?

—Sapabela, não se vá.
—Do que está falando, Rospo? Nem cheguei ainda. Estou em casa.
—É verdade. Devo estar numa dose alta de ansiedade.
—Mas ligou por algum motivo. Algo o aflige?

sábado, 24 de março de 2012

DIA ESPECIAL



—Sapabela, hoje é um dia especial.
—Diga, Rospo, por qual motivo hoje é um dia especial?

ROSPO E A EPIDEMIA

Lá vinha o Rospo chacoalhando os braços abertos.
—"Pronto, lá vem ele fazendo escarcéu."—pensou a Sapabela.

sábado, 17 de março de 2012

O GALINHEIRO

O GALINHEIRO



Lá estava eu pulando de poleiro em poleiro dentro do galinheiro, brincando de locutor de rádio.
Cada salto um novo "reclame". Sabonete Palmolive. Alka-Seltzer. A lambreta...

JACY

JACY


Jacy era uma menina branca como a neve. Branca de lua, como costumava dizer o povo do morro Mumuru, onde ela corria com os meninos de Pandorgas. A pequena vendedora de

O ELEFANTE VERDE

O ELEFANTE VERDE

Um elefante incomoda muita gente...”


O elefante verde tão bonito é de plástico e menor do que uma xícara. Na verdade dentro de uma xícara cabem dois. Quando eu o vi confesso que fiquei sem espaço no pensamento para pensar em outra coisa. Só pensei nele.

O ELEFANTE VERDE


O ELEFANTE VERDE

                                   
                                                                                        "Um elefante incomoda muita gente..."

segunda-feira, 12 de março de 2012

OS FISCAIS

sexta-feira, 9 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

CAMINHANDO NA ORLA

—Rospo! As sapas são cantadas na Poesia, na Canção, estão sempre em voga no coração dos sapos. É mesmo assim?
—Sapabela. Quem canta às vezes também oprime.

terça-feira, 6 de março de 2012

OS FISCAIS

TRISTEZA DANADA

domingo, 4 de março de 2012

A ABELHA

A FORMIGA

sábado, 3 de março de 2012

A LIBÉLULA

A BORBOLETA

OS SAPOS

quinta-feira, 1 de março de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O REGIME DO OLHAR

Rospo encontra um amigo:
—Olá! Veja, meu caro, que azul! O céu está lindo agora. O dia floresce ensolarado.
—Vai chover, Rospo! À tarde choverá.
—Repare no sorriso daquela sapinha que dança na calçada. Ela esbanja a alegria de ser criança.
—Aposto que está dançando uma dessas músicas moderninhas. Deveria estar em casa estudando.
—Meu querido. Fico muito feliz quando alguém planta uma roseira ou monta qualquer pequena floricultura em sua casa. E meu vizinho fez isso.
—Falta de ocupação, Rospo. Ele está de férias?
—Não. Plantou no sábado, de manhã.
—Poderia ter aproveitado melhor o seu tempo. Talvez lendo um jornal, ou correndo.
—Quer ver as plantas que ele está cultivando?
—Pare com isso, Rospo! Tenho mais o que fazer.
—Irei com minha amiga Sapabela amanhã à Pinacoteca. Gostaria de ir?
—Não vou em museu, meu caro. Museu já tenho um em casa.
—Como vai sua Pré? Ou já está adolescente? Que lindo rosto tem sua filha! Parabéns! E a meiguice do olhar a todos cativa.
—Você que pensa!: seu rosto atualmente só tem espinhas e cravos. Sabe como são os jovens.
—Certa vez eu a vi desenhar, e fiquei apreciando um de seus desenhos enquanto conversávamos. Lembra? Continua desenhando?
—Vive fazendo uns rabiscos. Preferia que ela arrumasse logo um emprego. Qualquer coisa, Rospo! Chega de ficar em casa sem fazer nada.
—Meu amigo, preciso ir. Posso dizer algo?
—Mesmo se eu disser que não, você dirá. O que é?
—Esse seu regime é danoso. Para você, para a sua alma, e para os que estão ao seu redor.
—Que regime, Rospo? Como de tudo!
—O regime do seu olhar.
—E por acaso olhar faz regime?
—Faz sim. O seu está num regime bem radical.
—Você está é biruta.
—Amigo, abra o seu olhar para as coisas belas da vida, para a simplicidade, para a alegria e suas cores. O mundo, a vida, tudo clama pela renovação do seu olhar. Para de se recusar a ver o que é importante. Chega de regime do olhar!
—Rospo, quer saber? Tenho mais o que fazer. Um bom dia!
—Amigo, obrigado por me desejar um bom dia, mas não custa lembrar. O dia é de nossa responsabilidade.
—Tchau mesmo!




HISTÓRIAS DO ROSPO 2012    —771






Marciano Vasques



sábado, 25 de fevereiro de 2012

FLANELA OU LÃ

Resfriado, escorrendo o nariz
pela calçada moço.
Sem almoço, sem alvoroço,
Sem casaco de flanela ou lã.
Bolo de nozes ou avelã.
Chá de anis.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O ESMERO PRINCIPAL

Pensei nas imagens do cinema,
Que me trouxeram alegria.
Audrey Hepburn em "Guerra e Paz",
E tantas outras.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

FRAGMENTOS

Ainda penso que você pode pensar
Que a poesia devolva a necessidade aflita
De outras noites que arderam em febre de luar.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

MOMENTOS

Já foi um triste traste.
Já viu trapaça na praça.

FRAGMENTOS

Mastigando mágoas em vez de buscar um alimento mais nutriente para a alma. Assim se comportam alguns.
Mal sabem que talvez devesse ser melhor desbloquear a audição e passar a ouvir o que está além das asperezas.
Seria bom resistir aos insensatos confrontos do cotidiano, às intempéries inócuas, aos desacertos, e olhar no pasmo das coisas que realmente importam o desassombro da alegria que espreita e vela pelos nossos almejares.
É mais fácil se perder ou perder aquilo que jamais deveria escapar entre os dedos. Por isso é preciso firmeza e audácia.
O que já foi sonho, o que já foi ilusão. Nada disso deveria se desfazer nas nódoas diárias.
Voltar ao que sempre nos alegrou. Ao que nos trouxe a alegria particular. O que foi colhido nos momentos mais solitários, aquilo que jamais nos irá trair. Pois fez-se parte integrante do que somos e do que seremos sempre.
Tem algo que a multidão não leva,  que a arrogância não consegue desbotar, que o tempo não conseguirá desfazer, destecer. Algo que não escolhemos, mas nos foi agraciado, nos foi ofertado na infância, e nos mais íntimos encontros  com nossa existência.
Sou o que fui. Fui o que serei. O exato querer do recolhimento, das escolhas e da alegria. Só essa alegria como vela votiva, só essa alegria me persegue, me protege.
Anos foram necessários para que eu compreendesse que jamais estive na multidão.




Marciano Vasques

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

REMÉDIO PARA O MUNDO

Lá ia o Rospo com um vidro quando despertou a atenção da Sapabela, que por acaso passeava na Praça Azul.
—Rospo, aonde vai com esse frasco?
—Remédio, Sapabela, remédio.
—O que precisa ser remediado, meu amigo?
—O mundo, querida. Estou levando remédio para o mundo.
—Mas a dose não cabe num vidro, Rospo!
—Cabe sim.
—Posso saber de qual remédio se trata? E o que pretende medicar?
—A insensatez da violência, os desencontros, a falta de respeito para com os outros, a agressão ao meio ambiente, a corrupção, as iras, a inveja...
—Rospo, não tem remédio para isso tudo. O mundo está num abismo.
—Pois estou abismado, Sapabela. Como pode duvidar que é possível tratar do mundo?
—Quero ver esse remédio, Rospo!
—Aqui está.
—Um papel?
—Leia.
—Um poema! Pensa que assim poderá tratar do mundo?
—Um poema é apenas uma dose, bem eficaz. O mundo precisa disso.
—Tem efeito colateral?
—Tem. Vicia.


Histórias do Rospo 2012—770
Marciano Vasques

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A FELICIDADE MORA NUMA CASA AZUL

VOLARE!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

BEIJOS

Bocas que se beijam
Nas luzes da cidade.
Bacos, fúrias, poesia
E o verso livre
De se esquecer.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

POEMA EXTRA

O TREM



Tem trambique tem trambique tem trambique
Tem trambique tem trambique tem trambique 
Piuiiiiiiiiiiiiiii!

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