sexta-feira, 8 de junho de 2012

FALANDO DE RALACIONAMENTOS

Rospo encontra uma amiga.
—Rospo, não consigo me entender com meu namorado.
—O que não acontece?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CHOCOLATE E ANIS

—Sapabela!
—Rospo! Que alegria vê-lo, e que frio!
—Frio e chuvisco, Sapabela, isso pede um chocolate quente... na manhã, e um vinho à noite.
—É mesmo! Bem, estamos na manhã.
—Topo!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

AS AMIZADES DO SAPO

—Sapabela, lembra de quando nos conhecemos?
—Claro, Rospo, como poderia esquecer? Você fez um escândalo quando me viu saindo da floricultura.
—Foi a primeira vez que vi uma flor fugindo da floricultura.

LÁPIS

Toquinho,
         Pequeno,
                   Meu bonito.
Ainda bem
que passei
por aqui.
Por acaso
és um lápis,
que,
ao ocaso,
encontrei,
na calçada,
onde andei.

Lápis!
    Lápis!
       Lápis!
           Lápis!
Enquanto fores um bem,
haverás de ser
mais além.

Serás o aperto
dos dedos
da mão de alguém.


O que se escreveu, também.


Marciano Vasques

quinta-feira, 31 de maio de 2012

DA ARTE DE NIL MEDEIROS


terça-feira, 29 de maio de 2012

ELA FUGIU DA FLORICULTURA


—Não é possível! Ela escapou novamente! Deixaram-na fugir. Será que ninguém reparou que ela escapuliu?
Ao alvoroço do Rospo, muitos sapos começam a se aglomerar na calçada.

domingo, 27 de maio de 2012

O CÉU VARRIDO DO SAPO


—Vizinho! Acorde! Venha ver o céu. Só no outono você vê uma coisa assim.
—Rospo, estou dormindo. E você vem me acordar no domingo às 10h da manhã?

terça-feira, 22 de maio de 2012

QUANDO O PASSADO NÃO PRESENTEIA


—Rospo, por que o passado incomoda tanto alguns sapos e algumas sapas?

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O SAPO FIEL

—Sapabela, a palavra fiel é muito utilizada. Você a encontra em adesivos, em torcidas...—O que mais tem é sapo fiel no mundo.—Sei. Cada sapo é um autêntico Orfeu.—Fala sério, vai.—Devemos ser perseverantes conosco a cada novo amanhecer. Uma cópia fiel de nós.—Eu me contento em ser uma amiga fiel.—O importante nessa história é ser fiel de si mesmo. O fiel da balança deve estar em sua própria consciência.—Ser fiel virou artigo de luxo. Esse é o adjetivo mais caro hoje?—Ser fiel é o requisito básico em qualquer relacionamento.—A sociedade deveria ser fiel para conosco. Cada cidadão deveria ser sentir privilegiado por pertencer a uma sociedade fiel a ele.—Está sonhando alto, Sapabela.—Devemos mesmo ser fiéis conosco. Gostei disso. Pois eu garanto, amigo. Sou fiel a mim. Sendo fiel a mim, sou fiel aos meus amigos.—Muitos se dizem fiéis, mas são apenas anagramas.—Que maluquice é essa de anagrama, Rospo?—Coisa da gramática, Ana.—Pare de brincadeira, Rospo, meu nome é Sapabela.—Pois, é, amiga. Tem quem se diz fiel, mas é o anagrama...—Rospo, estou curiosa.—Filé, Sapabela. Eis o anagrama de fiel.—Pois sou contra-filé.



HISTÓRIAS DO ROSPO 2012 —785

Marciano Vasques

terça-feira, 15 de maio de 2012

A ARTE DE FABULAR SEGUNDO MARCIANO VASQUES — PARTE 2

LAURA BERGALLO

Os(as) Patrulhadoros(as) da Língua





Desde que me entendo por genta, aprendi que a letra “o” é condizenta com o sexo masculino, e que a letra “a” é correspondenta ao sexo feminino, isso nas vezes mais frequentas. Mas aprendi também que existem palavras que são pertencentas aos dois

domingo, 13 de maio de 2012

LEVE SUA MÃE

—Que culpa tenho se sou uma festa de viver?
—Rospo, a palavra "culpa" não existe em nosso vocabulário.
—Verdade, Sapabela. Foi um erro meu pronunciar uma palavra inexistente.

sábado, 5 de maio de 2012

CONSIDERAÇÕES SAPABÉLICAS



—Rospo, às vezes você é exagerado nas emoções.
—O que está tentando dizer, Sapabela?

terça-feira, 1 de maio de 2012

FONTES DA ALEGRIA

Tem tanta alegria em mim, Sapabela, que até desconfio de que seja felicidade.
—E é, Rospo. E onde está a fonte dessa alegria intensa?

DOIS COPOS

—Noite de feriado, e Rospo encontra a sua grande amiga.

—Como vai, Sapabela?

—Num outono já assanhado para ser inverno. E você, meu querido amigo?

—Colei dois copos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A QUARTA REGIÃO

—Aprecio você sem moderação, Sapabela.
—Que papinho é esse, Rospo?

domingo, 15 de abril de 2012

A ESCADARIA E O ESCRITOR

A ESCADARIA E O ESCRITOR









O escritor não é um filósofo e nem deve se preocupar em sê-lo. Há filósofos que são escritores. Na escadaria dos espíritos necessários, ele está um degrau apenas de distância do filósofo. No mesmo degrau do poeta, um acordo firmado entre os dois, um sinal de cortesia, com certeza do poeta, um gesto solidário para com ele. Há

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A FILA CIRANDOU

Fulo na fila, Rospo puxa conversa.
—Está curta a conversa, não é, meu amigo?
—Que conversa, sapo? Ninguém está conversando.

sábado, 7 de abril de 2012

CONTEMPLANDO AS ESTRELAS

—Que pensamento o aflige, meu amigo?
—Nem havia reparado a sua chegada.

A PRECIOSA FLOR DA FELICIDADE

Começou a grande corrida em busca da flor mais preciosa do mundo: a da felicidade.
Em toda parte, sapos em busca da preciosidade.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

DANÇANDO NO TEMPO

Quando a valsa surgiu causou um escândalo. Como era possível tal coisa? Homem e mulher dançarem tão próximos? Furor. Assombro. Assim aconteceu.
O tempo seguiu e eles continuaram dançando. Boleros, sambas. Veio o twist, o Rock And Roll, e chegou a época em que homens e mulheres passaram a não dançar juntos.

NUMA SEXTA DE LUAR

Sexta-feira, lá vai a Sapabela sabadoficando seu coração, tremeluzindo ao luar. Vontade de abraçar, de cantarolar, de cantar alto, de abrir sua voz na voz do vento suave de outono que roça a noite, glorificando a sexta.  Então:
—Rospo! Aqui Rospo! Aqui, deste lado!
—Sapabela! Também veio "curtir" a Praça Azul?

SORVETE AO LUAR?

—Sapabela, não se vá.
—Do que está falando, Rospo? Nem cheguei ainda. Estou em casa.
—É verdade. Devo estar numa dose alta de ansiedade.
—Mas ligou por algum motivo. Algo o aflige?

sábado, 24 de março de 2012

DIA ESPECIAL



—Sapabela, hoje é um dia especial.
—Diga, Rospo, por qual motivo hoje é um dia especial?

ROSPO E A EPIDEMIA

Lá vinha o Rospo chacoalhando os braços abertos.
—"Pronto, lá vem ele fazendo escarcéu."—pensou a Sapabela.

sábado, 17 de março de 2012

O GALINHEIRO

O GALINHEIRO



Lá estava eu pulando de poleiro em poleiro dentro do galinheiro, brincando de locutor de rádio.
Cada salto um novo "reclame". Sabonete Palmolive. Alka-Seltzer. A lambreta...

JACY

JACY


Jacy era uma menina branca como a neve. Branca de lua, como costumava dizer o povo do morro Mumuru, onde ela corria com os meninos de Pandorgas. A pequena vendedora de

O ELEFANTE VERDE

O ELEFANTE VERDE

Um elefante incomoda muita gente...”


O elefante verde tão bonito é de plástico e menor do que uma xícara. Na verdade dentro de uma xícara cabem dois. Quando eu o vi confesso que fiquei sem espaço no pensamento para pensar em outra coisa. Só pensei nele.

O ELEFANTE VERDE


O ELEFANTE VERDE

                                   
                                                                                        "Um elefante incomoda muita gente..."

segunda-feira, 12 de março de 2012

OS FISCAIS

sexta-feira, 9 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

CAMINHANDO NA ORLA

—Rospo! As sapas são cantadas na Poesia, na Canção, estão sempre em voga no coração dos sapos. É mesmo assim?
—Sapabela. Quem canta às vezes também oprime.

terça-feira, 6 de março de 2012

OS FISCAIS

TRISTEZA DANADA

domingo, 4 de março de 2012

A ABELHA

A FORMIGA

sábado, 3 de março de 2012

A LIBÉLULA

A BORBOLETA

OS SAPOS

quinta-feira, 1 de março de 2012

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