quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
ELA FUGIU DA FLORICULTURA
—Não é possível! Ela escapou novamente! Deixaram-na fugir. Será que ninguém reparou que ela escapuliu?
Ao alvoroço do Rospo, muitos sapos começam a se aglomerar na calçada.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
domingo, 27 de maio de 2012
O CÉU VARRIDO DO SAPO
—Vizinho! Acorde! Venha ver o céu. Só no outono você vê uma coisa assim.
—Rospo, estou dormindo. E você vem me acordar no domingo às 10h da manhã?
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
QUANDO O PASSADO NÃO PRESENTEIA
—Rospo, por que o passado incomoda tanto alguns sapos e algumas sapas?
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
O SAPO FIEL
—Sapabela, a palavra fiel é muito utilizada. Você a encontra em adesivos, em torcidas...—O que mais tem é sapo fiel no mundo.—Sei. Cada sapo é um autêntico Orfeu.—Fala sério, vai.—Devemos ser perseverantes conosco a cada novo amanhecer. Uma cópia fiel de nós.—Eu me contento em ser uma amiga fiel.—O importante nessa história é ser fiel de si mesmo. O fiel da balança deve estar em sua própria consciência.—Ser fiel virou artigo de luxo. Esse é o adjetivo mais caro hoje?—Ser fiel é o requisito básico em qualquer relacionamento.—A sociedade deveria ser fiel para conosco. Cada cidadão deveria ser sentir privilegiado por pertencer a uma sociedade fiel a ele.—Está sonhando alto, Sapabela.—Devemos mesmo ser fiéis conosco. Gostei disso. Pois eu garanto, amigo. Sou fiel a mim. Sendo fiel a mim, sou fiel aos meus amigos.—Muitos se dizem fiéis, mas são apenas anagramas.—Que maluquice é essa de anagrama, Rospo?—Coisa da gramática, Ana.—Pare de brincadeira, Rospo, meu nome é Sapabela.—Pois, é, amiga. Tem quem se diz fiel, mas é o anagrama...—Rospo, estou curiosa.—Filé, Sapabela. Eis o anagrama de fiel.—Pois sou contra-filé.
HISTÓRIAS DO ROSPO 2012 —785
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
LAURA BERGALLO
Os(as) Patrulhadoros(as) da Língua
Desde que me entendo por genta, aprendi que a letra “o” é condizenta com o sexo masculino, e que a letra “a” é correspondenta ao sexo feminino, isso nas vezes mais frequentas. Mas aprendi também que existem palavras que são pertencentas aos dois
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PALAVRAS AZUIS
domingo, 13 de maio de 2012
LEVE SUA MÃE
—Que culpa tenho se sou uma festa de viver?
—Rospo, a palavra "culpa" não existe em nosso vocabulário.
—Verdade, Sapabela. Foi um erro meu pronunciar uma palavra inexistente.
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sábado, 5 de maio de 2012
CONSIDERAÇÕES SAPABÉLICAS
—Rospo, às vezes você é exagerado nas emoções.
—O que está tentando dizer, Sapabela?
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
FONTES DA ALEGRIA
Tem tanta alegria em mim, Sapabela, que até desconfio de que seja felicidade.
—E é, Rospo. E onde está a fonte dessa alegria intensa?
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DOIS COPOS
—Noite de feriado, e Rospo encontra a sua grande amiga.
—Como vai, Sapabela?
—Num outono já assanhado para ser inverno. E você, meu querido amigo?
—Colei dois copos.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
A QUARTA REGIÃO
—Aprecio você sem moderação, Sapabela.
—Que papinho é esse, Rospo?
—Que papinho é esse, Rospo?
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
domingo, 15 de abril de 2012
A ESCADARIA E O ESCRITOR
A ESCADARIA E O ESCRITOR
O escritor não é um filósofo e nem deve se preocupar em sê-lo. Há filósofos que são escritores. Na escadaria dos espíritos necessários, ele está um degrau apenas de distância do filósofo. No mesmo degrau do poeta, um acordo firmado entre os dois, um sinal de cortesia, com certeza do poeta, um gesto solidário para com ele. Há
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PALAVRAS AZUIS
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A FILA CIRANDOU
Fulo na fila, Rospo puxa conversa.
—Está curta a conversa, não é, meu amigo?
—Que conversa, sapo? Ninguém está conversando.
—Está curta a conversa, não é, meu amigo?
—Que conversa, sapo? Ninguém está conversando.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
sábado, 7 de abril de 2012
CONTEMPLANDO AS ESTRELAS
—Que pensamento o aflige, meu amigo?
—Nem havia reparado a sua chegada.
—Nem havia reparado a sua chegada.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
A PRECIOSA FLOR DA FELICIDADE
Começou a grande corrida em busca da flor mais preciosa do mundo: a da felicidade.
Em toda parte, sapos em busca da preciosidade.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
DANÇANDO NO TEMPO
Quando a valsa surgiu causou um escândalo. Como era possível tal coisa? Homem e mulher dançarem tão próximos? Furor. Assombro. Assim aconteceu.
O tempo seguiu e eles continuaram dançando. Boleros, sambas. Veio o twist, o Rock And Roll, e chegou a época em que homens e mulheres passaram a não dançar juntos.
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CASA AZUL DE PALAVRAS
NUMA SEXTA DE LUAR
Sexta-feira, lá vai a Sapabela sabadoficando seu coração, tremeluzindo ao luar. Vontade de abraçar, de cantarolar, de cantar alto, de abrir sua voz na voz do vento suave de outono que roça a noite, glorificando a sexta. Então:
—Rospo! Aqui Rospo! Aqui, deste lado!
—Sapabela! Também veio "curtir" a Praça Azul?
—Rospo! Aqui Rospo! Aqui, deste lado!
—Sapabela! Também veio "curtir" a Praça Azul?
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
SORVETE AO LUAR?
—Sapabela, não se vá.
—Do que está falando, Rospo? Nem cheguei ainda. Estou em casa.
—É verdade. Devo estar numa dose alta de ansiedade.
—Mas ligou por algum motivo. Algo o aflige?
—Do que está falando, Rospo? Nem cheguei ainda. Estou em casa.
—É verdade. Devo estar numa dose alta de ansiedade.
—Mas ligou por algum motivo. Algo o aflige?
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sábado, 24 de março de 2012
DIA ESPECIAL
—Sapabela, hoje é um dia especial.
—Diga, Rospo, por qual motivo hoje é um dia especial?
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
ROSPO E A EPIDEMIA
Lá vinha o Rospo chacoalhando os braços abertos.
—"Pronto, lá vem ele fazendo escarcéu."—pensou a Sapabela.
—"Pronto, lá vem ele fazendo escarcéu."—pensou a Sapabela.
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sábado, 17 de março de 2012
O GALINHEIRO
O GALINHEIRO
Lá estava eu pulando de poleiro em poleiro dentro do galinheiro, brincando de locutor de rádio.
Cada salto um novo "reclame". Sabonete Palmolive. Alka-Seltzer. A lambreta...
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CASA AZUL DE PALAVRAS
JACY
JACY
Jacy era uma menina branca como a neve. Branca de lua, como costumava dizer o povo do morro Mumuru, onde ela corria com os meninos de Pandorgas. A pequena vendedora de
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CASA AZUL DE PALAVRAS
O ELEFANTE VERDE
O ELEFANTE VERDE
“Um elefante incomoda muita gente...”
O elefante verde tão bonito é de plástico e menor do que uma xícara. Na verdade dentro de uma xícara cabem dois. Quando eu o vi confesso que fiquei sem espaço no pensamento para pensar em outra coisa. Só pensei nele.
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CASA AZUL DE PALAVRAS
O ELEFANTE VERDE
O ELEFANTE VERDE
"Um elefante incomoda muita gente..."
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CASA AZUL DE PALAVRAS
segunda-feira, 12 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
CAMINHANDO NA ORLA
—Rospo! As sapas são cantadas na Poesia, na Canção, estão sempre em voga no coração dos sapos. É mesmo assim?
—Sapabela. Quem canta às vezes também oprime.
—Sapabela. Quem canta às vezes também oprime.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
O REGIME DO OLHAR
Rospo encontra um amigo:
—Olá! Veja, meu caro, que azul! O céu está lindo agora. O dia floresce ensolarado.
—Vai chover, Rospo! À tarde choverá.
—Repare no sorriso daquela sapinha que dança na calçada. Ela esbanja a alegria de ser criança.
—Aposto que está dançando uma dessas músicas moderninhas. Deveria estar em casa estudando.
—Meu querido. Fico muito feliz quando alguém planta uma roseira ou monta qualquer pequena floricultura em sua casa. E meu vizinho fez isso.
—Falta de ocupação, Rospo. Ele está de férias?
—Não. Plantou no sábado, de manhã.
—Poderia ter aproveitado melhor o seu tempo. Talvez lendo um jornal, ou correndo.
—Quer ver as plantas que ele está cultivando?
—Pare com isso, Rospo! Tenho mais o que fazer.
—Irei com minha amiga Sapabela amanhã à Pinacoteca. Gostaria de ir?
—Não vou em museu, meu caro. Museu já tenho um em casa.
—Como vai sua Pré? Ou já está adolescente? Que lindo rosto tem sua filha! Parabéns! E a meiguice do olhar a todos cativa.
—Você que pensa!: seu rosto atualmente só tem espinhas e cravos. Sabe como são os jovens.
—Certa vez eu a vi desenhar, e fiquei apreciando um de seus desenhos enquanto conversávamos. Lembra? Continua desenhando?
—Vive fazendo uns rabiscos. Preferia que ela arrumasse logo um emprego. Qualquer coisa, Rospo! Chega de ficar em casa sem fazer nada.
—Meu amigo, preciso ir. Posso dizer algo?
—Mesmo se eu disser que não, você dirá. O que é?
—Esse seu regime é danoso. Para você, para a sua alma, e para os que estão ao seu redor.
—Que regime, Rospo? Como de tudo!
—O regime do seu olhar.
—E por acaso olhar faz regime?
—Faz sim. O seu está num regime bem radical.
—Você está é biruta.
—Amigo, abra o seu olhar para as coisas belas da vida, para a simplicidade, para a alegria e suas cores. O mundo, a vida, tudo clama pela renovação do seu olhar. Para de se recusar a ver o que é importante. Chega de regime do olhar!
—Rospo, quer saber? Tenho mais o que fazer. Um bom dia!
—Amigo, obrigado por me desejar um bom dia, mas não custa lembrar. O dia é de nossa responsabilidade.
—Tchau mesmo!
HISTÓRIAS DO ROSPO 2012 —771
Marciano Vasques
—Olá! Veja, meu caro, que azul! O céu está lindo agora. O dia floresce ensolarado.
—Vai chover, Rospo! À tarde choverá.
—Repare no sorriso daquela sapinha que dança na calçada. Ela esbanja a alegria de ser criança.
—Aposto que está dançando uma dessas músicas moderninhas. Deveria estar em casa estudando.
—Meu querido. Fico muito feliz quando alguém planta uma roseira ou monta qualquer pequena floricultura em sua casa. E meu vizinho fez isso.
—Falta de ocupação, Rospo. Ele está de férias?
—Não. Plantou no sábado, de manhã.
—Poderia ter aproveitado melhor o seu tempo. Talvez lendo um jornal, ou correndo.
—Quer ver as plantas que ele está cultivando?
—Pare com isso, Rospo! Tenho mais o que fazer.
—Irei com minha amiga Sapabela amanhã à Pinacoteca. Gostaria de ir?
—Não vou em museu, meu caro. Museu já tenho um em casa.
—Como vai sua Pré? Ou já está adolescente? Que lindo rosto tem sua filha! Parabéns! E a meiguice do olhar a todos cativa.
—Você que pensa!: seu rosto atualmente só tem espinhas e cravos. Sabe como são os jovens.
—Certa vez eu a vi desenhar, e fiquei apreciando um de seus desenhos enquanto conversávamos. Lembra? Continua desenhando?
—Vive fazendo uns rabiscos. Preferia que ela arrumasse logo um emprego. Qualquer coisa, Rospo! Chega de ficar em casa sem fazer nada.
—Meu amigo, preciso ir. Posso dizer algo?
—Mesmo se eu disser que não, você dirá. O que é?
—Esse seu regime é danoso. Para você, para a sua alma, e para os que estão ao seu redor.
—Que regime, Rospo? Como de tudo!
—O regime do seu olhar.
—E por acaso olhar faz regime?
—Faz sim. O seu está num regime bem radical.
—Você está é biruta.
—Amigo, abra o seu olhar para as coisas belas da vida, para a simplicidade, para a alegria e suas cores. O mundo, a vida, tudo clama pela renovação do seu olhar. Para de se recusar a ver o que é importante. Chega de regime do olhar!
—Rospo, quer saber? Tenho mais o que fazer. Um bom dia!
—Amigo, obrigado por me desejar um bom dia, mas não custa lembrar. O dia é de nossa responsabilidade.
—Tchau mesmo!
HISTÓRIAS DO ROSPO 2012 —771
Marciano Vasques
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
FLANELA OU LÃ
Resfriado, escorrendo o nariz
pela calçada moço.
Sem almoço, sem alvoroço,
Sem casaco de flanela ou lã.
Bolo de nozes ou avelã.
Chá de anis.
pela calçada moço.
Sem almoço, sem alvoroço,
Sem casaco de flanela ou lã.
Bolo de nozes ou avelã.
Chá de anis.
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POESIA
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
O ESMERO PRINCIPAL
Pensei nas imagens do cinema,
Que me trouxeram alegria.
Audrey Hepburn em "Guerra e Paz",
E tantas outras.
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POESIA
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
FRAGMENTOS
Ainda penso que você pode pensar
Que a poesia devolva a necessidade aflita
De outras noites que arderam em febre de luar.
Que a poesia devolva a necessidade aflita
De outras noites que arderam em febre de luar.
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