quarta-feira, 29 de agosto de 2012

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FLORES

(Foto de Mara Pittaluga—Santa Maria/RS)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

BIENAL DO LIVRO 2012 — 10


BIENAL DO LIVRO 2012 — 9


BIENAL DO LIVRO 2012 — 8


BIENAL DO LIVRO 2012 — 7


BIENAL DO LIVRO — 6


BIENAL DO LIVRO — 5

Com o jornalista João Marques

NA BIENAL DO LIVRO — 4


NA BIENAL DO LIVRO — 3


NA BIENAL DO LIVRO — 2






Com Neusa Peres

BIENAL DO LIVRO — 1

Com alunos da AEL — Gabrielinha, Ágata e Leonardo

domingo, 19 de agosto de 2012

GATOSA E O BEIJO ROUBADO


—UASHUAHSUAHSUA!
—Nossa, Sapabela! Que alegria!
—Sou feliz! Rospo, mas não precisa espalhar.
—Posso saber o motivo de tanta felicidade, já que teme quebranto?

sábado, 18 de agosto de 2012

COANDO O CAFÉ





COANDO O CAFÉ


—Rospo, que saudades!
—Eu também, querida amiga.
—Que tal uma conversinha?
—Vou coar o café.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O TEMPO QUE O SAPO TEM




O TEMPO QUE O SAPO TEM


—Rospo, como está o seu tempo hoje?
—O tempo é relativo para todos...
—Eu sei, amigo. É uma das poucas “relatividades” que aceito.
—Incrível como você combina comigo!
—Por isso somos amigos. São os iguais que se atraem...

domingo, 12 de agosto de 2012

ALMAS MOVEDIÇAS




ALMAS MOVEDIÇAS




Sapabela encontra uma amiga.
Olá, amiga! Que noite bela de domingo.
Acabou, Sapabela. Só penso no amanhã. Ter que acordar cedo, trabalhar. Domingo à noite é melancólico, triste. Não suporto. Já tem o cheiro da segunda-feira...
Movediça.

AQUELE BARCO


Aquele barco
Vai assim,
    No azul
Celeste...
Norte
    Sul 
        Oeste 
    Leste.

Barco 
    Sem porto
Rumo
    Destino...

Sem saber
    Que serei
        Nada mais
Do
   Que 
Um menino.


Segredo
  De 
    Uma 
     Vida
            Nada mel...

Acredite,
    Ele é
Um barco
        De papel.


Marciano Vasques

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

REENCONTRO BEIRA LAGO






REECONTRO BEIRA LAGO



Estava o Rospo ouvindo “Colcha de Retalhos” com as “Irmãs Galvão” quando a Sapabela se aproximou.
—Vou gostar de você.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

SAPABELA COMEMORANDO





SAPABELA COMEMORANDO



Rospo bate à porta.
—Chegou na hora, Rospo.
—Atrasei um pouco. Nossa! Que mesa linda, Sapabela! Pão caseiro, bolo de...
—Cenoura!
—Yupiiii!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

TEMPO DE ESCLARECER POESIA

Esclarecer um tempo
De Clarices adormecendo em paz.
Onde estarão os poetas?
Em que povoados?
Em quais tórax
Explodem
Seu poemas azuis?

domingo, 29 de julho de 2012

A NOITE DOS HIPOCORÍSTICOS






A NOITE DOS HIPOCORÍSTICOS

—Rospo, meu Rospinho, meu querido, meu queridinho...
—Hipocorístico.
—O que é isso?
—Hipocorístico é toda palavra que demonstra carinho, afeto, no âmbito caseiro, na intimidade, nas amizades...
—Gatinho?
—Sim, gatinho, meu ursinho, benzinho...

sábado, 28 de julho de 2012

SAPABELA, SOL E LUA, FELIZ...


SAPABELA, LUA E SOL, FELIZ




—Sapabela, está tão feliz! Por acaso, está matando a saudade de algo?
—Eu? Não mato nem formiga... Por acaso, iria matar a saudade? Não cometeria esse crime. Saudade, que venha, quero vivê-la intensamente.

EDUCAR-SE PARA O OUTRO




EDUCAR-SE PARA O OUTRO

Sapabela, talvez seja muito difícil um sapo ser educado para o outro...

Rospo, fale disso, por favor. Isso me fez lembrar de um pequeno conto sobre uma rã que queria ser uma rã autêntica...A história é sobre uma sapa que só vivia para a opinião dos outros, ela vivia em função do outro, até que se anulou... É um conto de Augusto Monterroso.

A GRANDE QUADRILHA





A GRANDE QUADRILHA




Lá ia o Rospo, braços agitado, correndo pela praça, quando foi avistado pela velha amiga:
O que aconteceu, meu caro amigo? Está apreensivo... Posso ajudar?...
Só de ouvir sua voz, Sapabela, já me sinto amparado.
Mas o que o aflige, meu sapo?

A quadrilha, a grande quadrilha...
Que quadrilha?
Roubou o tempo, o tempo precioso...
Sem pleonasmo, meu querido. Assim como o amor é sempre grande, o tempo é sempre precioso...
A quadrilha o roubou...
Que quadrilha roubou o seu tempo, meu amigo?
O meu não, o tempo da multidão...
Vamos com calma. A multidão anda tão ordeira, que parece em nada ter sido “surrupiada”...
Pois foi mesmo roubada, Sapabela! Essa quadrilha é implacável...
Que quadrilha é essa, Rospo?
Seus membros, os piratas da vida...
Que piratas da vida?
A vida anda sendo pirateada... Às vezes um glamour nada mais é do que a ausência de clamor.
Rospo, assim me pego de poesia...
Essa quadrilha está dispersa, em todos os cantos e nos recantos, que são os supostos aconchegos requentados...
Muito bem, como o sapo simplesmente nasceu para o requinte deveria recusar o requentado, que é a vida sem autenticidade...Mas, fale mais um pouquinho dessa quadrilha...
Falarei de seus comparsas...
Estou esperando.
Só um pouquinho de alento, Sapabela.
Claro, veio correndo agitado, todo apavorado...
Seus membros são: o excesso de televisão.
Que mais?
As conversas infrutíferas, as flores banais do cotidiano, os desentendimentos trazendo atritos improdutíveis, inférteis...
Tem atrito fértil?
A vida é atrito, o universo, o amor...
Sei, mas...o que seria um atrito infértil?...
Indelicadezas, pirraças, invejas, ciumes...
Engraçado, Rospo... Quando tomo conhecimento de que alguma colega está com inveja ou ciume de alguma conquista, alguma vitória minha, sempre fruto da minha luta, fruto, e não furto, pois às vezes somos furtados em nossos melhores sentimentos. Pois bem, quando sei que despertei ciumes ou inveja, comemoro...
Comemora?
Sim, faço um bolo de cenoura, e vivo esse momento tão gostoso na casa onde moro... Festejo, em mim, o fato de provocar ciúmes, inveja...
Muito bem, mas não se esqueça: Quando for comemorar a inveja de alguma amiga, convide-se.
Convide-se?
Sim, isso quer dizer, convide-me. Assim, reforça duplamente a sua alegria, pois estarei ao seu lado...
Amigo, isso é papo de “paixão por bolo de cenoura”...
Pois bem sabe, adoro bolo de cenoura...
Então, Rospo, entendi essa sua quadrilha...
É isso mesmo! A quadrilha composta dos mais terríveis malfeitores, que são as piadas preconceituosas, as conversas infrutíferas, as agressões, as indelicadezas, os temores, a falta de iniciativa, o marasmo, a rotina... Tudo a nos roubar o tempo, pois, se não sabe, o tempo que se perde jamais se recupera...
Rospo, qual o primeiro passo para se livrar dessa grande quadrilha?
Uma vassoura para retirar os entulhos da mente, varrer a mente, deixar a “alma” bem limpa, transparente, se for necessário, um esfregão...
Sei, ler um bom livro, ouvir uma boa música...
O passo seguinte é disciplinar o seu querer.... Pois o querer está a nos piscar, basta ter a “boa vontade”. De posse desse querer, da consciência de que se quer o que é bom, basta então, agir em retidão, e viver intensamente, poder dormir num travesseiro de macela. Um travesseiro, eis a grande travessura dos que vivem o dia em sua pureza.
Rospo, faz tempo não convido, vamos tomar um licor de anis?... E... um sorvete de …
Yupiiii!
—Não tem outra forma de dizer que aceita? Esse Yupiiii! é muito escandaloso. Todos estão nos olhando...
Sapabela, como é bom conversar com você.
Antídoto para enfrentar quadrilha que rouba o tempo, não é?


HISTÓRIAS DO ROSPO 2012    — 804

Marciano Vasques

sexta-feira, 27 de julho de 2012

RELENDO COM A ALMA ARREBITADA



RELENDO COM A ALMA ARREBITADA


Naturalmente que leio vários livros ao mesmo tempo. Um para o Metrô, um para o amanhecer, e assim por diante. Faço de meu prazer uma novela, é a estética da leitura que o cotidiano me impôs. E agradeço por isso, pela chance de transformar minha vida numa doce disciplina.
Comecei a ler, novamente, após tantos anos, o “Narizinho Arrebitado”, do Lobato. Como ler um livro de Lobato é o mesmo que ler um de Jorge Amado, ou seja, um acontecimento extraordinário em nossas vidas, de fácil e vibrante felicidade... cá estou. No meu caso, felicidade indisfarçável. Ponho-me num sorriso largo, na largura das letras.
Impressionante como Monteiro conseguiu pôr no papel a peraltice das crianças, a algazarra de doçuras.
Esse livro, Reinações de Narizinho, eu tomei emprestado da “Gibilândia”, a Gibiteca que as crianças formaram e que por falta de amplas doações de gibis, está virando uma Livroteca.
A peraltice encantadora das crianças, quando Lúcia se refere às pedras negras do limo, como “Tias Nastácias do Rio”. Lobato teve esse toque de genialidade, algo que foi alcançado por Andersen, quando transformou caixas de fósforos, pequenos objetos e brinquedinhos, em Literatura de imortal encantamento.
Como aprendi a dividir a felicidade quero escrever um pouquinho sobre esse “Narizinho Arrebitado”. Só um pouquinho. Estou celebrando um acordo de cavalheiros com o tempo.
De fato, no Natal de 1920 as crianças receberam um presente extraordinário quando esse livro surgiu. E Lobato trouxe para a mente fecunda e ensolarada da criança, os doces da Tia Anastácia, trouxe também o Gato Félix para o sítio da Dona Benta, que se tornou o sítio de todas as crianças. Dona Benta, a “Vovó mais feliz do mundo”.
Dependendo de certa ótica, certo prisma, hoje, ao observar todos os dependentes tecnológicos atuais, as nossas crianças sem avarandados, penso e ouso afirmar o óbvio: nenhuma criança deveria, jamais, passar a infância sem ler um livro de Monteiro Lobato.
Lobato, que tão magistralmente soube interpretar a oralidade, que em sua época era a tradução da alma, do espírito da época, como sempre será.
O que mais me surpreendeu é que na minha idade eu possa me emocionar e sentir tanta alegria diante de seu texto. Ou estou virando menino novamente ou desde aquele dia, naquela tarde fria quando em minhas mãos segurei o primeiro livro desse autor, estava condenado a crescer de forma lobatiana.

MV

AS COISAS E AS PALAVRAS




AS COISAS E AS PALAVRAS



—Rospo, você ama as palavras, não é?
—Sapabela, fico sempre curioso com as palavras que se vão...
—Palavras são filhas da época, lembra-se?
—Sim, é verdade! Mas é incrivelmente apaixonante o sumiço de algumas palavras, como “ancinho”...

FAGULHAS DAS ESTRELAS




FAGULHAS DAS ESTRELAS


—Yupiiii!
—Já sei! Não precisa tanto escândalo! Já sei que está aí no meu portão. Já desço, Rospo...

SAPINHOS


Arte Popular
CONTOS DE ÉRAMOS

Autor: MARCIANO VASQUES
Editora: EDITORA DELICATTA 
Categoria: CONTOS
ISBN: 978-85-64167-05-6
Descrição:
Lançamento em 18/08 às 13h no estande R78 esquina com a Rua J




sábado, 21 de julho de 2012

SAPA NA FLORICULTURA, SAPO NA CALÇADA



SAPA NA FLORICULTURA, SAPO NA CALÇADA


Uma sapa chamada Sapabela, que trabalhava como florista, encontrou num ramalhete um bilhete:
—Se eu a conhecesse pessoalmente certamente por você me apaixonaria.
A sapinha se pôs pensativa:

O BUMERANGUE DA ALMA



O BUMERANGUE DA ALMA

—Rospo! Que sábado!
—Nem começou o sábado, Sapabela!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

TABLETE E ABRAÇO


TABLETE E ABRAÇO



—Sapabela!
—Rospo! Que alegria!
—Pensou que eu não iria aparecer hoje?
—Já é muito tarde. Já é quase um novo dia.
—Cada dia é uma nova página.
—Gostei. Página me lembra papel...
—Por enquanto...

AS PORCENTAGENS DA SAPA

Num eterno encontro casual...
—Rospo!
—Sapabela!
—Estava com saudades dos dois.
—Que dois?
—O chocolate expresso e a conversa...
—É?
—O três, não é, Rospo? Você também.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Uau!

NADA

KING

A alegria começava...

EU JÁ NÃO SEI

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