quarta-feira, 29 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
GATOSA E O BEIJO ROUBADO
—UASHUAHSUAHSUA!
—Nossa,
Sapabela! Que alegria!
—Sou
feliz! Rospo, mas não precisa espalhar.
—Posso
saber o motivo de tanta felicidade, já que teme quebranto?
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
COANDO O CAFÉ
COANDO O CAFÉ
—Rospo, que saudades!
—Eu também, querida
amiga.
—Que tal uma
conversinha?
—Vou coar o café.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
O TEMPO QUE O SAPO TEM
O TEMPO QUE O SAPO TEM
—Rospo,
como está o seu tempo hoje?
—O
tempo é relativo para todos...
—Eu
sei, amigo. É uma das poucas “relatividades” que aceito.
—Incrível
como você combina comigo!
—Por
isso somos amigos. São os iguais que se atraem...
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
ALMAS MOVEDIÇAS
ALMAS MOVEDIÇAS
Sapabela encontra
uma amiga.
—Olá, amiga! Que
noite bela de domingo.
—Acabou,
Sapabela. Só penso no amanhã. Ter que acordar cedo, trabalhar.
Domingo à noite é melancólico, triste. Não suporto. Já tem o
cheiro da segunda-feira...
—Movediça.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
AQUELE BARCO
Aquele barco
Vai assim,
No azul
Celeste...
Celeste...
Norte
Sul
Oeste
Leste.
Barco
Sem porto
Rumo
Destino...
Sem saber
Que serei
Nada mais
Do
Que
Um menino.
Segredo
De
Uma
Vida
Nada mel...
Acredite,
Ele é
Um barco
De papel.
Marciano Vasques
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POESIA AZUL
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
REENCONTRO BEIRA LAGO
REECONTRO BEIRA LAGO
Estava o Rospo ouvindo
“Colcha de Retalhos” com as “Irmãs Galvão” quando a
Sapabela se aproximou.
—Vou gostar de você.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
SAPABELA COMEMORANDO
SAPABELA COMEMORANDO
Rospo
bate à porta.
—Chegou
na hora, Rospo.
—Atrasei
um pouco. Nossa! Que mesa linda, Sapabela! Pão caseiro, bolo de...
—Cenoura!
—Yupiiii!
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
TEMPO DE ESCLARECER POESIA
Esclarecer um tempo
De Clarices adormecendo em paz.
Onde estarão os poetas?
Em que povoados?
Em quais tórax
Explodem
Seu poemas azuis?
De Clarices adormecendo em paz.
Onde estarão os poetas?
Em que povoados?
Em quais tórax
Explodem
Seu poemas azuis?
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POESIA AZUL
domingo, 29 de julho de 2012
A NOITE DOS HIPOCORÍSTICOS
A NOITE DOS HIPOCORÍSTICOS
—Rospo,
meu Rospinho, meu querido, meu queridinho...
—Hipocorístico.
—O
que é isso?
—Hipocorístico
é toda palavra que demonstra carinho, afeto, no âmbito caseiro, na
intimidade, nas amizades...
—Gatinho?
—Sim,
gatinho, meu ursinho, benzinho...
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
sábado, 28 de julho de 2012
SAPABELA, SOL E LUA, FELIZ...
SAPABELA, LUA E SOL, FELIZ
—Sapabela,
está tão feliz! Por acaso, está matando a saudade de algo?
—Eu?
Não mato nem formiga... Por acaso, iria matar a saudade? Não
cometeria esse crime. Saudade, que venha, quero vivê-la
intensamente.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
EDUCAR-SE PARA O OUTRO
EDUCAR-SE PARA O OUTRO
—Sapabela, talvez seja muito difícil um sapo ser educado para o outro...
—Rospo,
fale disso, por favor. Isso me fez lembrar de um pequeno conto sobre
uma rã que queria ser uma rã autêntica...A história é sobre uma
sapa que só vivia para a opinião dos outros, ela vivia em função
do outro, até que se anulou... É um conto de Augusto Monterroso.
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A GRANDE QUADRILHA
A GRANDE QUADRILHA
Lá
ia o Rospo, braços agitado, correndo pela praça, quando foi
avistado pela velha amiga:
—O
que aconteceu, meu caro amigo? Está apreensivo... Posso ajudar?...
—Só
de ouvir sua voz, Sapabela, já me sinto amparado.
—Mas
o que o aflige, meu sapo?
—A
quadrilha, a grande quadrilha...
—Que
quadrilha?
—Roubou
o tempo, o tempo precioso...
—Sem
pleonasmo, meu querido. Assim como o amor é sempre grande, o tempo é
sempre precioso...
—A
quadrilha o roubou...
—Que
quadrilha roubou o seu tempo, meu amigo?
—O
meu não, o tempo da multidão...
—Vamos
com calma. A multidão anda tão ordeira, que parece em nada ter sido
“surrupiada”...
—Pois
foi mesmo roubada, Sapabela! Essa quadrilha é implacável...
—Que
quadrilha é essa, Rospo?
—Seus
membros, os piratas da vida...
—Que
piratas da vida?
—A
vida anda sendo pirateada... Às vezes um glamour nada mais é do que
a ausência de clamor.
—Rospo,
assim me pego de poesia...
—Essa
quadrilha está dispersa, em todos os cantos e nos recantos, que são
os supostos aconchegos requentados...
—Muito
bem, como o sapo simplesmente nasceu para o requinte deveria recusar
o requentado, que é a vida sem autenticidade...Mas, fale mais um
pouquinho dessa quadrilha...
—Falarei
de seus comparsas...
—Estou
esperando.
—Só
um pouquinho de alento, Sapabela.
—Claro,
veio correndo agitado, todo apavorado...
—Seus
membros são: o excesso de televisão.
—Que
mais?
—As
conversas infrutíferas, as flores banais do cotidiano, os
desentendimentos trazendo atritos improdutíveis, inférteis...
—Tem
atrito fértil?
—A
vida é atrito, o universo, o amor...
—Sei,
mas...o que seria um atrito infértil?...
—Indelicadezas,
pirraças, invejas, ciumes...
—Engraçado,
Rospo... Quando tomo conhecimento de que alguma colega está com
inveja ou ciume de alguma conquista, alguma vitória minha, sempre
fruto da minha luta, fruto, e não furto, pois às vezes somos
furtados em nossos melhores sentimentos. Pois bem, quando sei que
despertei ciumes ou inveja, comemoro...
—Comemora?
—Sim,
faço um bolo de cenoura, e vivo esse momento tão gostoso na casa
onde moro... Festejo, em mim, o fato de provocar ciúmes, inveja...
—Muito
bem, mas não se esqueça: Quando for comemorar a inveja de alguma
amiga, convide-se.
—Convide-se?
—Sim,
isso quer dizer, convide-me. Assim, reforça duplamente a sua
alegria, pois estarei ao seu lado...
—Amigo,
isso é papo de “paixão por bolo de cenoura”...
— Pois
bem sabe, adoro bolo de cenoura...
—Então,
Rospo, entendi essa sua quadrilha...
—É
isso mesmo! A quadrilha composta dos mais terríveis malfeitores, que
são as piadas preconceituosas, as conversas infrutíferas, as
agressões, as indelicadezas, os temores, a falta de iniciativa, o
marasmo, a rotina... Tudo a nos roubar o tempo, pois, se não sabe, o
tempo que se perde jamais se recupera...
—Rospo,
qual o primeiro passo para se livrar dessa grande quadrilha?
—Uma
vassoura para retirar os entulhos da mente, varrer a mente, deixar a
“alma” bem limpa, transparente, se for necessário, um
esfregão...
—Sei,
ler um bom livro, ouvir uma boa música...
—O
passo seguinte é disciplinar o seu querer.... Pois o querer está a
nos piscar, basta ter a “boa vontade”. De posse desse querer, da
consciência de que se quer o que é bom, basta então, agir em
retidão, e viver intensamente, poder dormir num travesseiro de
macela. Um travesseiro, eis a grande travessura dos que vivem o dia
em sua pureza.
—Rospo,
faz tempo não convido, vamos tomar um licor de anis?... E... um
sorvete de …
—Yupiiii!
—Não tem outra forma de dizer que aceita? Esse Yupiiii! é muito escandaloso. Todos estão nos olhando...
—Não tem outra forma de dizer que aceita? Esse Yupiiii! é muito escandaloso. Todos estão nos olhando...
—Sapabela,
como é bom conversar com você.
—Antídoto
para enfrentar quadrilha que rouba o tempo, não é?
HISTÓRIAS DO ROSPO 2012 — 804
Marciano Vasques
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
RELENDO COM A ALMA ARREBITADA
RELENDO
COM A ALMA ARREBITADA
Naturalmente
que leio vários livros ao mesmo tempo. Um para o Metrô, um para o
amanhecer, e assim por diante. Faço de meu prazer uma novela, é a
estética da leitura que o cotidiano me impôs. E agradeço por isso,
pela chance de transformar minha vida numa doce disciplina.
Comecei
a ler, novamente, após tantos anos, o “Narizinho Arrebitado”, do
Lobato. Como ler um livro de Lobato é o mesmo que ler um de Jorge Amado, ou
seja, um acontecimento extraordinário em nossas vidas, de fácil e
vibrante felicidade... cá estou. No meu caso, felicidade
indisfarçável. Ponho-me num sorriso largo, na largura das letras.
Impressionante
como Monteiro conseguiu pôr no papel a peraltice das crianças, a
algazarra de doçuras.
Esse
livro, Reinações de Narizinho, eu tomei emprestado da “Gibilândia”,
a Gibiteca que as crianças formaram e que por falta de amplas
doações de gibis, está virando uma Livroteca.
A
peraltice encantadora das crianças, quando Lúcia se refere às
pedras negras do limo, como “Tias Nastácias do Rio”. Lobato teve
esse toque de genialidade, algo que foi alcançado por Andersen,
quando transformou caixas de fósforos, pequenos objetos e
brinquedinhos, em Literatura de imortal encantamento.
Como
aprendi a dividir a felicidade quero escrever um pouquinho sobre esse
“Narizinho Arrebitado”. Só um pouquinho. Estou celebrando um
acordo de cavalheiros com o tempo.
De
fato, no Natal de 1920 as crianças receberam um presente
extraordinário quando esse livro surgiu. E Lobato trouxe para a
mente fecunda e ensolarada da criança, os doces da Tia Anastácia,
trouxe também o Gato Félix para o sítio da Dona Benta, que se
tornou o sítio de todas as crianças. Dona Benta, a “Vovó mais
feliz do mundo”.
Dependendo
de certa ótica, certo prisma, hoje, ao observar todos os
dependentes tecnológicos atuais, as nossas crianças sem
avarandados, penso e ouso afirmar o óbvio: nenhuma criança deveria,
jamais, passar a infância sem ler um livro de Monteiro Lobato.
Lobato,
que tão magistralmente soube interpretar a oralidade, que em sua
época era a tradução da alma, do espírito da época, como sempre
será.
O
que mais me surpreendeu é que na minha idade eu possa me emocionar e
sentir tanta alegria diante de seu texto. Ou estou virando menino
novamente ou desde aquele dia, naquela tarde fria quando em minhas
mãos segurei o primeiro livro desse autor, estava condenado a
crescer de forma lobatiana.
MV
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CASA AZUL DE PALAVRAS
AS COISAS E AS PALAVRAS
AS COISAS E AS PALAVRAS
—Rospo, você ama
as palavras, não é?
—Sapabela, fico
sempre curioso com as palavras que se vão...
—Palavras são
filhas da época, lembra-se?
—Sim, é verdade!
Mas é incrivelmente apaixonante o sumiço de algumas palavras, como
“ancinho”...
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
FAGULHAS DAS ESTRELAS
FAGULHAS DAS ESTRELAS
—Yupiiii!
—Já sei! Não
precisa tanto escândalo! Já sei que está aí no meu portão. Já
desço, Rospo...
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
CONTOS DE ÉRAMOS
Autor: MARCIANO VASQUES
Editora: EDITORA DELICATTA
Categoria: CONTOS
ISBN: 978-85-64167-05-6
Descrição:
Lançamento em 18/08 às 13h no estande R78 esquina com a Rua J
Autor: MARCIANO VASQUES
Editora: EDITORA DELICATTA
Categoria: CONTOS
ISBN: 978-85-64167-05-6
Descrição:
Lançamento em 18/08 às 13h no estande R78 esquina com a Rua J
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LANÇAMENTOS
sábado, 21 de julho de 2012
SAPA NA FLORICULTURA, SAPO NA CALÇADA
SAPA NA FLORICULTURA, SAPO NA CALÇADA
Uma sapa chamada
Sapabela, que trabalhava como florista, encontrou num ramalhete um
bilhete:
—Se eu a
conhecesse pessoalmente certamente por você me apaixonaria.
A sapinha se pôs
pensativa:
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O BUMERANGUE DA ALMA
O BUMERANGUE DA ALMA
—Rospo!
Que sábado!
—Nem
começou o sábado, Sapabela!
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
TABLETE E ABRAÇO
TABLETE E ABRAÇO
—Sapabela!
—Rospo! Que alegria!
—Rospo! Que alegria!
—Pensou
que
eu
não
iria
aparecer
hoje?
—Já
é
muito
tarde.
Já
é
quase
um
novo
dia.
—Cada
dia
é
uma
nova
página.
—Gostei.
Página
me
lembra
papel...
—Por
enquanto...
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
AS PORCENTAGENS DA SAPA
Num eterno encontro casual...
—Rospo!
—Sapabela!
—Estava com saudades dos dois.
—Que dois?
—O chocolate expresso e a conversa...
—É?
—O três, não é, Rospo? Você também.
—Rospo!
—Sapabela!
—Estava com saudades dos dois.
—Que dois?
—O chocolate expresso e a conversa...
—É?
—O três, não é, Rospo? Você também.
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HISTÓRIAS DO ROSPO 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
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