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sábado, 2 de abril de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
CARTA DO POETA UILCON PEREIRA
Marciano Vasques
Meu caro,
Gostei da sua carta.
coloca todos os nossos problemas, e concordo com você em gênero, número e grau.
Há criatividade nos vários níveis — popular ou mais de elite, da música popular até a música erudita, das trovas aos visuais.
O funil do processo: cadê público? Como chegar até um público definido?
"Para onde vai essa gente?", repito a sua pergunta; faço-a também, todos os dias e horas.
Independente = imprestável
Toda a nossa cultura é/foi/ será "independente", "alternativa", "marginal"
Não presta?
Ótimo!
Cadê, então aquela que presta?
Será a que vende? Zé Mauro, Cassandra Rios, Adelaide Carraro, gibis, fascínio, Coração Quente, Contos do vigário, Jorge Amado, Lista Telefônica, Bulas
que bela companhia, não é mesmo? que cúmplices, esses, heim, meu amigo...
ajude-me, sim
assim: mantenha, divulgue, melhore Churros, vanguarda da brigada ligeira
abração e vontade de diálogo, sempre
Uilcon
13.02.87
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Recebíamos cartas. E elas eram guardadas. Cartas eram de fato algo que se guardava. Depois veio uma nova época. A era do e-mail, rápido, eficaz, maravilhoso, um espanto, uma revolução na velocidade da comunicação. A era do DELETE tem as suas vantagens, mas eu guardei as cartas, e uma delas, do poeta Uilcon Pereira, mostrarei a seguir.
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