domingo, 31 de janeiro de 2010

LA PIOGGIA - CANÇÃO 5



GIGLIOLA CINQUETTI - La Pioggia - (Japão)
CANZONE PER TE - 5

LEIA A NOVA PALAVRA FIANDEIRA

AS FIANDEIRAS - Velázquez
Museo del Prado - Madrid/España

O SAPINHO E O FUTURO

- Devemos preparar a criança para o futuro, Rospo?
- A criança?
- Sim, os sapinhos.
- Não, Sapabela, nem pensar.
- Rospo, sei o quanto adora criar polêmicas, mas, temos que ensinar aos pequenos...
- Regras de convivência, amor, respeito...Mas  nada de futuro. Não devemos saturar o sapinho com essa ideia...
- O sapinho precisa desde cedo no futuro pensar...
- Engano seu, Sapa...
- Mas...
- Esqueceu algo importante: a criança está sempre muito ocupada.
- Mas ela só quer brincar!
- Outro engano. brincar é uma das formas dela crescer. Essa é a sua ocupação.
-  E o futuro, Rospo?
- Ainda não entendeu, Sapabela? A sua ocupação  é viver intensamente o presente.
- Mesmo quando está lendo ou estudando?
- Sim, por isso que a leitura e o estudo têm que ser prazerosos. São presentes para o presente.
- Tem razão. Deixe o futuro e o passado para os adultos.
- Sapabela, o presente é uma dádiva, um presente...

MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 30

ROSTO DESENHADO

Rosto de Marciano Vasques desenhado por Daniela Alves Vasques

O SAPO E O MEDO

- Tudo que eu tenho medo eu faço!
- É mesmo, Rospo?
- Nem sempre. Mas procuro seguir essa filosofia, que é um corajoso lema de vida.
- O medo é importante na infância...
- Na aprendizagem da vida. Mas depois não precisamos mais dele. Medo não necessita de incentivo nem de alimento.
- O que devemos fazer quando ele surge?
- Não podemos lhe dar corda.
- Corda?
- Exato. Não o deixe pendurar em você.
- Só tenho medo do desconhecido, Rospo.
- Mesmo nesse caso, Sapabela, experimente cortar a corda.

MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 29

EVENTOS

sábado, 30 de janeiro de 2010

NOVA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA

NOVA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA


Rocío L´Amar  entrevista Sady Ogalde
Leia AQUI Palavra Fiandeira

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

EL BRISTOL
Foram centenas de publicações, e, como já se disse, todo escritor deve muito aos correios. Aqui apresento EL BRISTOL, que me chegou de Argentina. Todas essas publicações eu as recebi na segunda metade da década de 80. E fazem parte da Era A. I (Antes da Internet).

ANTES DA INTERNET - 1

VISNUSIANISMO
Estamos vivendo na Era chamada de D.I, que significa DEPOIS DA INTERNET. Mas, antes da Internet também havia um movimento intenso de escritores e poetas que participavam do chamado Movimento Literário Alternativo, que foi um movimento abrangente, com acentuada influência em alguns países. Como às vezes faço o meu olhar em minha "Ilha do Éden", que é a minha biblioteca, encontro as tantas publicações que recebia de diversas regiões do mundo, e então faço - me uma pergunta: - Onde estarão essas pessoas?  Continuarão escrevendo seus poemas, seus livros, que à época eram custeados com os próprios recursos? Aqui inicio uma pequena amostra do mundo antes da Internet, expondo um livro que recebi de Espanha.

LANÇAMENTO DE LIVRO

LANÇAMENTO DE LIVRO - IMAGEM POR CELULAR

Enviado por um leitor, foto tirada por celular, de lançamento de livro de Marciano Vasques.  Assim que conseguir, CASA AZUL DA LITERATURA revelará o nome do autor da imagem.

ANTES DA TELEVISÃO - 4

Outra portadora de sonhos era a Revista Cinelândia, uma das primeiras a surgir nas bancas de jornais. CINELÂNDIA trazia as notícias dos artistas e do mundo do cinema.

ANTES DA TELEVISÃO - 3

AS INESQUECÍVEIS FOTONOVELAS
Para as mulheres, as mocinhas, e os adolescentes, existia a revista GRANDE HOTEL, que oferecia sonhos e ilusões nas bancas de jornais. As fotonovelas eram consumidas com emoção, suspiros e felicidade. Muitos leitores ainda hoje não a esquece.

ANTES DA TELEVISÃO - 2

Outra revista em quadrinhos muito popular entre os pequenos, era O GLOBO JUVENIL, mensalmente esperada pela gurizada. Fazia um sucesso espetacular e cada edição era lida e relida pelos ávidos leitores, quando não estavam correndo, a brincar no incansável movimento.

ANTES DA TELEVISÃO 1

É possível provar que existia vida antes da TELEVISÃO, e, acreditem!, vida inteligente. As revistas, claro, reinavam absolutas. E, assim como os adultos, também a criançada tinha as suas preferidas, e uma delas, talvez a mais querida durante um bom tempo, era a revista O TICO-TICO, com histórias em quadrinhos.

HOMENAGEM A DEDDY EDSON

DEDDY EDSON, O MAIOR COLECIONADOR NO MUNDO  DO GIBI FANTASMA.

Deddy Edson, o maior colecionar de FANTASMA no mundo, vive em São Paulo. Tem todas as revistas publicadas em todos os idiomas e em todos os países. CASA AZUL DA LITERATURA presta uma homenagem ao grande colecionador, que vive em São Paulo, Brasil

O SAPO DA NILZA

Nilza de Castro manda um recado diretamente de Portugal dizendo que é uma grande admiradora do Rospo. 
CASA AZUL,  que não bobeia, resgatou mais um tesouro.

Les Petits Pains Au Chocolat CANÇÃO 4



Gigliola Cinquetti - Les Petits Pains Au Chocolat

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

EXPOSIÇÃO EM MADRID

EXPOSICIÓN DE PINTURA EN EL LOCAL MALAMALUCA DE MAJADAHONDA (MADRID) 
Convite de Jeroní Mira. O poeta e artista plástico Jeroní Mira, que vive em Madrid, Espanha, já teve sua obra publicada em CASA AZUL DA ARTE, e é um dos entrevistados de PALAVRA FIANDEIRA, numa de suas próximas edições.
"A partir de 29 de enero, tendré el honor de poder mostrar mis trabajos en un atípico local de Música de la población de Majadahonda (Madrid)." Jeroní Mira.

AS DUAS IRMÃS

- Rospo, para ser poeta basta a inspiração?
- Não, Zé Coaxa, é preciso também a técnica, que é a inseparável irmã da inspiração.
- Fale-me sobre isso, Rospo.
- A inspiração vem primeiro. Muitas vezes, quando se escreve um poema sob inspiração, geralmente nos encantamos a tal ponto de o considerar perfeito.
- E daí, Rospo?
- Então, vem a técnica, para que a linguagem seja apurada, a escrita lapidada. A técnica traz os retoques, o aperfeiçoamento, o acabamento.
- Aprendi! Técnica e inspiração são irmãs. Uma não vive sem a outra. Não basta apenas a inspiração.
- Nem a técnica sozinha.
- Como é bom conversar com você, Rospo. Como pode ter tanta inspiração assim? Ou é técnica?


MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 -28

O SAPO E O ESCRITOR

- Decidi ser um escritor, Rospo.
- Que boa novidade, Zé Coaxa!
- Já escrevi um conto, aqui está ele. Quer ler?
- Quero, jamais me recuso a ler um conto. Já corrigiu?
- Já. É o texto definitivo.
- Isso não existe!
- O que está dizendo, Rospo?
- Para um aspirante a escritor, o "definitivo" não existe.
- Entendo. Um texto sempre pode ser melhorado.
- Compreendeu ligeiro, meu amigo.
- A vida é ligeira. Foi bom ter compreendido ligeiro?
- Foi ótimo! Revela que tem sim o espírito de um autêntico escritor.
- Acha que eu chego lá?
- Claro. Ainda não li o seu conto. Mas, é só começar a escrever, apagar, escrever, apagar, escrever, apagar, escrever, apagar...
- Todo sapo pode ser um escritor?
- Vou contar um segredo. A literatura nasce da vida. Ou melhor dizendo: Na vida , tudo pode ser literatura.


MARCIANO VASQUES

Histórias do Rospo 2010 - 27

PAOLA ARAGÓN R.


Também de Espanha (Málaga)  nos chega Paola Aragón R, com suas ilustrações, seus encantos, seus sonhos e suas ilusões. É  a nova moradora de CASA AZUL DA LITERATURA

NOVO POETA MORADOR

POETA CARLOS GARGALLO

 

De Murcia, Espanha, nos chega o poeta Carlos Gargallo,
o novo morador de CASA AZUL DA LITERATURA

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

JOÃO SERESTEIRO

João Seresteiro



João Seresteiro, de Danilo Marques

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

BEATRIZ POETA

BEATRIZ POETA

BEATRIZ é uma das participantes do projeto de um 
livro de poesia do CEU PARQUE SÃO CARLOS
Projeto desenvolvido no ano de 2008

AS GARATUJAS DA MELISSA

- Sapabela! Sei que você adora pintura e é uma grande apreciadora da arte, mas não entendi esse quadro.
- Qual, Rospo?
- Este, aqui no centro da parede. Seria algum novo estilo de algum pintor moderno?
- Não! São as garatujas...
- Garatujas?
- Da Melissa...
- Quem é ela? Eu a conheço?
- É a minha sobrinha. A sapa mais novinha da Brejolândia.
- E você fez um quadro desses rabiscos?
- Rospo, você me surpreende...Que falta de sensibilidade! Eu sempre o considerei um pedagogo...
- Sapabela...desculpa, mas são apenas rabiscos...
- São garatujas, Rospo!  Essa é a arte da Melissa. Tem tanto valor para mim quanto qualquer obra de qualquer artista...
- É...Eu sempre tenho muito que aprender com você, Sapabela...
- Disponha.





MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 26

FERREIRA GULLAR


Entrevista exclusiva do poeta Ferreira Gullar ao jornalista Danilo Vasques. Câmara: Felipe Pierri.
Trecho do programa Refletor, produção da TV UNICSUL
Título: O Poeta Gullar no país crônico.
Exibido em 2007 pelo Canal Universitário de São Paulo

DROPS VASQUES

AR TE  CURA



Drops Vasques - 1

BLOG NOSSA PEDAGOGIA

THALITA CARVALHO

A pedagoga e coordenadora Thalita Carvalho administra o blog NOSSA PEDAGOGIA, por ela fundado. Em seu blog divulga o lúdico na Educação, recolhe e apresenta criatividade, dicas interessantes e práticas para educadores, dicas de planejamentos e de atividades. Um blog que todo educador ou pessoa interessada em assuntos da Educação, deve visitar e acompanhar.


domingo, 24 de janeiro de 2010

O BLOGUEIRO 9


O BLOGUEIRO 9
Argumento: Marciano Vasques
Arte: Danilo Marques

ILUSTRAÇÃO DO LIVRO "A MINHOCA BELQUIZ"

ILUSTRAÇÃO DE MICHELLE BEHAR PARA O LIVRO 
"A MINHOCA BELQUIZ"




Michelle Behar é artista ilustradora de Guatemala. 
Aqui um detalhe de ilustração que fez para o meu livro "A MInhoca Belquiz"

CANTANDO COM AS CRIANÇAS DO CEU

CANTANDO COM AS CRIANÇAS DO CEU PARQUE SÃO CARLOS

Cantando com as crianças no CEU PARQUE SÃO CARLOS
CEU = Centro Educacional Unificado - São Paulo/Brasil

VISITANDO O CEU PARQUE SÃO CARLOS

VISITANDO O CEU PARQUE SÃO CARLOS


AQUI VISITO O CEU PARQUE SÃO CARLOS
CEU= Centro Educacional Unificado

A RESIDÊNCIA DOS MISTÉRIOS DA VIDA

- Acha que é sempre politicamente correto, Rospo?
- Creio que sim.

- Considera que está sempre certo, meu amigo?
- Nem sempre. Talvez. Se a vida fosse feita apenas de certezas, não teria graça.  São as incertezas que muitas vezes dão o sabor da vida. Além do mais, "errar é anfíbio".
- "Essa ele aprendeu com os humanos".
- O que importa é que não gosto de ficar apenas na superfície. A superfície é para os que têm medo de mergulhar. E mergulhar às vezes é necessário.
- É bom mesmo saber que além da superfície existe a profundeza. E nela residem os mistérios da vida.
- Está inspirada, Sapabela.
- É domingo, Rospo.
- Domingo não é apenas dia de descanso, Sapa?
- Domingo é o dia propício para a gente dar um mergulho.

- Numa piscina?
- Não, um mergulho dentro da gente.
-  Isso é trabalhoso, Sapinha.
- Pois é, no domingo você pode descansar das coisas externas, do mundo exterior, mas, se quiser, pode ter muito trabalho.


MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 25

A NOVA MORADORA DO BREJO

- Ela chegou! Ela chegou!
- Que entusiasmo, Rospo! Mas, quem chegou?
- A Tatirã, também conhecida como Tatirana. Ela agora vai morar em nosso brejo.
- E o que tem de especial essa Tatirã, para que haja tanta empolgação, Rospo?
- É uma escritora com mais de 100 livros publicados. Olhe! Lá vem ela!
- Você é o Rospo?
- Sim, sou eu! Ela me reconheceu, Sapabela!
- Nunca vi tanto assanhamento...
- O que disse, Sapabela?

- Você é o primeiro escritor que conheço...
- Não diga!
- Nunca quis conhecer um escritor pessoalmente.

- Por qual motivo, Tatirã?
- Sempre tive receio de que o autor fosse um chato, por isso sempre preferi conhecer apenas  a obra.

- Não falei que ela é diferente, Sapabela?
- Pergunte a ela se acha que você é um chato.
- Eu? Não, Sapabela, não vou me arriscar.
- A vida é um risco, Rospo.
- Mas o que se puder evitar é melhor, não é, Sapa?


MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 24

sábado, 23 de janeiro de 2010

NOVA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA

JÁ ESTÁ NO AR A DÉCIMA TERCEIRA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA!

NESTA EDIÇÃO:
CARMEN EZEQUIEL, DIRETAMENTE DE PORTUGAL, ENTREVISTA 

RICARDO DE PINHO.
LEIA AQUI PALAVRA FIANDEIRA

SILHUETA

SILHUETA

AUTOR: DANILO VASQUES
Fotografia de Danilo Vasques

Danilo administra o blog CAFÉ DE OUTUBRO, por ele fundado. É jornalista com um vasto currículo, que inclui um programa de TV Universitária. Em seu blog escreve crônicas e assina as fotos ilustrativas,  amplamente apreciadas por seus leitores. Já realizou diversas entrevistas com personalidades do mundo artístico e intelectual, entre as quais: Ziraldo, Ferreira Gullar, Victor Simón, Mauricio de Sousa...

Clique sobre o nome do blog.

AS TRIPAS E O MARFIM

- Atualmente os violões têm cordas de nailón.
- Bonito, Rospo.
- Antigamente eram de tripas.
- Viva o nailón!
- Pois é, Sapabela. Atualmente os cabos das facas são de plástico.
- E antigamente?
- Eram de marfim.
- Pobres elefantes.
- Às vezes, arrancavam o marfim com o efefante vivo.
- Que crueldade!
- Ainda bem que hoje tem o nailón, o plástico...Pelo menos, os animais não sofrem tanto...
- Mas a humanidade come carne!
- É mesmo, Sapabela. O frigorífico é igual ao banco.
- Como assim, Rospo?
- Não tem alma.




MARCIANO VASQUES        Histórias do Rospo 2010 - 23

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

NIÑO ETÍOPE

NIÑO ETÍOPE

ÓLEO SOBRE TELA 
AUTORA: GUADALUPE MUÑOZ
Obra de Guadalupe Muñoz


Guadalupe Muñoz vive em Madrid, Espanha. É artista plástica e administra o blog que leva o seu nome: "GUADALUPE MUÑOZ", no qual expõe a sua arte. Suas telas revelam talento e olhar apurado. Guadalupe retrata a vida, os momentos, os fragmentos, as paisagens. É artista inserida em seu tempo e sua arte é comprometida com o mundo.

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DANÇA

DANÇA


AUTOR: TOSSAN
Fotografia de Tossan

Tossan é um talentoso artista que vive em Santos (São Paulo/Brasil). Autor de fotos que revelam a beleza que só o olhar do autêntico artista consegue captar e expor. Administra o blog "KLIC TOSSAN", que recebeu o "Selo Casa Azul da Literatura", e encanta a todos os visitantes.
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GAIVOTAS NO CÉU DE SIBERNICK

GAIVOTAS NO CÉU DE SIBERNICK

AUTORA: ISABELLE FONTRIN
Fotografia de Isabelle Fontrin

Residente em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, Isabelle Fontrin é jornalista e adora Filosofia. Administra o lindo  Blog "NOTAS DO SUBSOLO", que recebeu o "Selo Casa Azul da Literatura", e faz parte da galeria de blogs que promovem o encantamento.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

NOVO LIVRO DE MARCIANO VASQUES

LETRAS SAPECAS

UM LANÇAMENTO
DA 
EDITORA PAULINAS


CONVERSANDO COM OS SAPOS

CONVERSANDO COM OS SAPOS
NOVA BREVE ENTREVISTA
COM MARCIANO VASQUES

ROSPO:  Estamos de volta para mais uma breve entrevista, uma entrevista relâmpago.
MV - A Casa é de vocês, Rospo, e você, Sapabela, está mais linda hoje.

SAPABELA: Obrigada, quero fazer a primeira pergunta: Por que você divulga a arte do outro? Por que em sua CASA AZUL tem tanto espaço para a fotografia, a pintura, enfim, a arte que é produzida no mundo hoje? Não deveria ser um blog para divulgar apenas a sua obra? Afinal, você já tem 24 livros publicados.
MV - Boa pergunta, Sapabela. Justamente, CASA AZUL DA LITERATURA é um  espaço aberto e infinito de divulgação da arte e da cultura, por isso divulga com muita alegria a produção artística contemporânea. É um espaço onde o escritor, o poeta, o pintor e o amante da fotografia podem divulgar a sua obra. Meu coração é dessa maneira, desse jeito. Sempre fiz isso, através de artigos e entrevistas que realizei em jornais, e agora, na Internet, através de CASA AZUL DA LITERATURA, e também de CASA AZUL DA ARTE, divulgo a fotografia e a pintura. Todos os que produzem arte e beleza encontrarão aqui as portas abertas.

ROSPO: Agora sou eu que pergunto: Você divulga mais a fotografia e a pintura. Quase não tem poemas nem contos. Qual o motivo? Tem uma preferência pela imagem?

MV: A poesia e a literatura já estão sendo divulgadas em outros espaços, que são os outros blogs que administro.  CHURROS, exclusivo para Poesia,  divulga poetas de várias partes do mundo, e  PALAVRA FIANDEIRA, que divulga escritores através de entrevistas, inclusive entrevistas também feitas por correspondentes e colaboradores, como já tenho de Portugal e do Chile. Assim, em CASA AZUL DA LITERATURA,  e CASA AZUL DA ARTE, a prioridade é para a divulgação da fotografia e da pintura. Dessa forma, sempre encontrarão postagens com obras produzidas por diversos artistas, de países da Europa, como Espanha e Portugal, de outros países do mundo, de África, de América...

SAPABELA: Será que alguém pode se sentir incomodado?
MV - Minha querida Sapabela. Creio, de coração, que qualquer um, qualquer artista, vai se sentir feliz por ter a sua arte, a sua obra divulgada. Eu mesmo fico feliz quando encontro em algum blog a capa de um livro meu ou um de meus poemas infantis. E definitivamente CASA AZUL DA LITERATURA é mesmo uma vontade de abrir as portas para todos os que produzem beleza. Mesmo quem ainda não esteja acostumado com isso, de encontrar alguém que se disponha a divulgar a produção do outro de forma tão franca e sem nenhum outro interesse, aos poucos irá compreender.

ROSPO: Obrigado. Qualquer dia voltaremos. Vamos agora para o brejo.
MV: Voltem sempre. E obrigado digo eu.

PALAVRA FIANDEIRA 12

NO AR  PALAVRA FIANDEIRA 12

NESTA EDIÇÃO:
NORTON CONTRERAS
LEIA AQUI PALAVRA FIANDEIRA

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

NOVA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA

NOVA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA


MEDARDO URBINA
LEIA AQUI PALAVRA FIANDEIRA

A AUTORIDADE E O AUTORITARISMO

- Rospo, qual a diferença entre autoridade e autoritarismo?
- Autoridade se conquista, com trabalho, seriedade, competência...
- Um médico, um professor, um líder comunitário, uma cozinheira, um escritor, um artista...
- Exatamente, Sapa. Qualquer um pode ter autoridade sobre qualquer assunto. Qualquer profissional, qualquer sapo...
- E o autoritarismo, Rospo?
- É a demonstração da falta de autoridade.
- Explique um pouco.
- Autoritarismo é fraqueza, é falta de segurança. O autoritário é aquele que tem uma autoridade ilegítima.
- Quando tem um governante autoritário...
- É porque a sua autoridade não é reconhecida pelo povo.
- Rospo, realmente você tem autoridade no assunto.


MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 22

A CRUELDADE DO SAPO

- Rospo, noutro dia você abusou da ironia.
- Quando, Sapabela?
- Ao brincar, dizendo que o brejo estava sem governo...
- Foi engraçado.
- Mas insinuou que o governo só sabe cobrar impostos...
- Reconheço que ele também viaja...
- Rospo! Que crueldade! O atual governo do nosso brejo é o mais popular de todos. Ele é o sapo!
- Por isso mesmo que decidi pensar.
- Pensar sempre é bom, não é, Rospo?
- Sim.
- Pensamento tem governo, Rospo?


MARCIANO VASQUES


Histórias do Rospo 2010 - 21

sábado, 16 de janeiro de 2010

ESTRELLAS EN EL CIELO


ESTRELLAS EN EL CIELO - Antoni Illa - Calonge (Baix Empordá) - Girona
Fotografia: Antoni Illa

SAPABELA E O AMOR

- Devemos cuidar diariamente bem do nosso amor, Rospo...
- É mesmo, Sapabela?
- Sim, devemos agradecer por ele todos os dias.
- Por que, Sapa?
- Ele fica o dia inteiro fora. Quando retorna, já é outro sapo ou outra sapa...
- Como assim?
- Durante o dia, ele ou ela adquiriu outras experiências. Vê as coisas com um olhar mais amplo, mas continua ao nosso lado.
- Tem razão, Sapabela, mas, falando nisso, você já tem um amor?
- Você sabe, Rospo, você sabe...
- Eu? Sei nada não, Sapabela, sei nada não...


MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 20

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

MEMÓRIA DA CONSCIÊNCIA - 9


Alguns livros são lidos na adolescência, na inflorescência da vida, alguns chegam ao acaso, e se tornam referências na construção da consciência. Romances, e até poemas, ativamente participam, cada qual com sua força extraordinária, na edificação dessa consciência, cuja memória sempre há de rememorar essas obras do espírito humano. A MÃE, de Máximo Gorki, também se faz presente nessa memória.


Marciano Vasques

MEMÓRIA DA CONSCIÊNCIA - 8


Livros que foram lidos, quadrinhos, conversas, canções, filmes e teatro participam da esplendorosa memória da consciência. Numa tarde distante, ouvi pela primeira vez falar do Teatro do Oprimido. O tempo passou, mas Augusto Boal ficou alojado num canto da consciência, como um dos responsáveis, com a sua arte em favor da vida, para a construção dessa mesma consciência.


Foto em Projeto Blog

MEMÓRIA DA CONSCIÊNCIA - 7


A consciência tem uma história, feita de incontáveis fragmentos, que podem ser resumidos em alguns livros que foram lidos em determinados momentos, algumas canções ouvidas em certas circunstâncias, alguma conversa, um olhar severo, uma palestra. A história da consciência é a sua memória. Há um entrelaçamento mental entre os humanos, que tece a invisível e insondável rede infinita da edificação da consciência. Cada indivíduo representa em si a própria humanidade. Por isso , certos livros são escritos. CAPITÃES DA AREIA, de Jorge Amado, escritor do Brasil, participou dessa construção e ocupa lugar significativo na memória da consciência. Em mim, o inventário da consciência não pode ser consolidado sem a presença desse livro.

L' ITALIANO - CANÇÃO 3



L' Italiano - Intérpretes: Gigliola Cinquetti e Maurice Chevalier

A SOLIDÃO DEMOCRATIZADA

- Viva! A democracia da solidão chegou lá em casa!
- Do que está falando, Rospo?
- Você não sabia que a solidão foi democratizada?
- Nunca ouvi falar...
- Pois é, a solidão foi democratizada... E tem filósofo falando sobre isso.
- Foi democratizada e  chegou em sua casa...
- Sim, ganhei um computador.
- Entendi. Mas, quando vou ao computador não me sinto solitária.
- Não?
- Não. Apenas estou sozinha.
- Realmente, minha querida sapa. O computador mudou a vida no brejo...
- A Internet.
- Concordo, a gente pode se relacionar com milhares de sapos que estão distantes, do outro lado do mundo...
- E nem tem quase tempo para os que estão próximos...
- O ideal será no futuro. Em cada cômodo da casa um computador...
- Então a Internet vai aproximar a família.
- Sapa, será que estamos exagerando?
- Não sei, Rospo, mas abra logo o seu e-mail, pois precisamos conversar muito.


MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 19

O SORVETE NA CHUVA

- A ilusão é mais interessante.
- Sim, para muito, é melhor viver de ilusão. Sorvete na chuva.
- Sorvete na chuva? Gostei!
- Fui eu que inventei.
- Toda boa ideia dá uma canção.
- Para mim, toda ideia dá uma canção.
- Sapabela. Faça então uma canção com um verso assim, falando de "sorvete na chuva".
- Não sou compositora, Sapo.
- Uma sapa jamais deveria dizer isso. Aliás, ninguém deveria. Principalmente perto de um sapinho,
- Está querendo dizer que eu deveria fazer a canção?
- Uma canção é como um desenho. Se você diz que não é desenhista perto de uma criança...
- Embora seja difícil compreender no início, creio que você tem razão, Rospo.
- Às vezes eu tenho.


MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 18

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

NEVOU NO ALENTEJO


NEVOU NO ALENTEJO 
- João Pedro Fanico - Barbacena - Portugal

O SAPO E A COPA DO MUNDO

- Tem um sapo na fila!
- "Pronto, não posso mais entrar numa fila."
- Qual é o seu nome, sapo?
-  Rospo. Muito prazer!
- Que prazer nada, sapo! Eu detesto fila...
- Só é ruim quando a gente fica nela.
- Está gozando com a minha cara, sapo?
- Não, em absoluto. Sempre prefiro gozar com a minha mesma.
- Pois vou quebrar a sua cara se continuar debochando.
- O ano vai ser bom.
- Só se for para você, sapo.
- Vai ter Copa do Mundo.
- Copa do mundo? Eu adoro futebol!
- Viva!
- Nós seremos campeões! Viva a Seleção!
- Viram como basta um pouco de ilusão para animar uma fila?


MARCIANO VAQUES
Histórias do Rospo 2010 - 17

CHOCOLATE PARA EL ALMA


CHOCOLATE PARA EL ALMA - (Série: CHOCOLATE BOMBÓN) - Aquarela, tinta e colagem - Patrícia Vidour - Santa Fé - Argentina.

NOVA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA

NOVA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA

MARIA THEREZA CAVALHEIRO
E A TROVA
LEIA AQUI PALAVRA FIANDEIRA

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

ROSPO E O COMPROMISSO

Rospo encontra um amigo.
- Você marcou um compromisso comigo para ontem, e não compareceu...
- Sinto muito, Rospo, dei uma mancada. Você me desculpa?
- Se você quiser, eu desculpo...
- Ficou esperando muito tempo?
- Apenas o suficiente...
- Fiz o possível, Rospo, mas não consegui cumprir o nosso compromisso. Acredite, fiz o possível.
- Fez pouco!
- Pouco?
- O possível qualquer um faz. Todos conseguem fazer o possível.
- Verdade, Rospo. Nem tentei o impossível. Mas você não está exagerando?
- Talvez tenha razão. Um amigo só merece o possível.
- Você me confunde, Rospo.


MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 16

ROTEIRO DA POESIA BRASILEIRA

ROTEIRO DA POESIA BRASILEIRA - ANOS 70


Novo volume da coleção ROTEIRO DA POESIA BRASILEIRA - Um empreendimento editorial da Editora Global (São Paulo/Brasil) - CASA AZUL DA LITERATURA recebeu o volume correspondente aos anos 70. A obra é composta de 15 volumes, e o atual apresenta uma seleção (e prefácio) de Afonso Henriques Neto. No livro, poetas como Adélia Prado, Alcides Buss, Ana Cristina Cesar, Astrid Cabral, Olga Savary, Waly Salomão e outros, todos participantes da produção poética da década de 70. A direção do projeto é de Edla Van Steen

A ANGÚSTIA DO SAPO

- Sapabela, estou preocupado, angustiado, aflito, quase desesperado...
- Por que, Rospo?
- Estamos sem governo.
- De onde tirou essa ideia?
- Verdade, o brejo está sem governo...
- Se for assim, como você poderá ser contra?
- Não brinque, Sapabela, o que será do brejo sem governo?
- Está falando sério?
- Já estamos na metade de Janeiro e nem sinal de governo.
- Calma, Rospo! Ele deve estar viajando. Eu não senti falta...
- Nenhuma taxa ainda, Sapabela, nenhum imposto...
- Curioso, Rospo, mas você tem razão. O ano começou sem nenhum imposto no brejo. Será que o governo esqueceu?
- Você também reparou, Sapa?
- Realmente, nenhuma taxa nova...
- Não falei? Estamos sem governo.


MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo 2010 - 15

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

MEMÓRIA DA CONSCIÊNCIA - 6

 A NOITE DO TARANCÓN


Naquele noite, no teatro da Fundação Getúlio Vargas, enquanto na calçada era vendida a primeira edição do jornal Versus, no palco o grupo Tarancón interrompia a canção "Parabién de La Paloma" para anunciar a morte do jornalista Wladimir Herzog nas dependências do Exército. Enquanto Míriam, uma da componentes do grupo, lia a nota do Exército, um silêncio perfurava os corações acelerados da plateia.

MEMÓRIA DA CONSCIÊNCIA - 5

UMA PEÇA DE TEATRO DE PLÍNIO MARCOS


A consciência é construída aos poucos: em conversas, leituras, músicas, teatro...  Sua memória é a sua história. O meu primeiro encontro com Plínio Marcos foi quando estive numa fila de teatro no Bom Retiro, em Sampa,  para assistir a uma de suas peças e o vi na fila vendendo os seus livros de mão em mão. Aquele gesto me impressionou, pois era uma novidade. Um autor vendendo seus livros numa fila de teatro. O próprio autor da peça que iríamos assistir. Depois, algum tempo depois, numa noite fria estive no auditório da PUC para ouvir uma de suas palestras. Era a época das noites clandestinas do Brasil, e ter estado naquele local para ouvir as palavras daquele sujeito foi algo deveras marcante e que evidentemente veio a me causar profunda impressão e faz parte da memória da consciência.
MARCIANO VASQUES

A imagem de Plínio Marcos foi extraída do Blog Filosofix

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