SANTOS - Foto de Felipe Pitta
Santos é a cidade onde nasci. (Marciano Vasques)quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
O SAPO E AS MOEDAS PARA O CÉU
— Está maluco, Rospo? Jogando moedas para o alto?...
—Veja que ceu esplendoroso, Sapa! Que azul! Que imensidão!
—E o que isso tem a ver com atirar moedas para o alto?
—Conheci um sapo que encontrou uma moeda no chão.
—Que sorte! E dai?
—Ele passou a caminhar olhando para baixo.
—Que pena...
—Se eu jogar moedas para cima, para as nuvens...
—Já sei o que vai acontecer.
—Isso mesmo. Ele vai olhar para o alto, tentando encontrar uma moeda e vai contemplar a beleza da imensidão azul
MARCIANO VASQUES
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HISTÓRIAS DO ROSPO
MARCHA DE CARNAVAL - 1
MARCHA DA CADERNETA
Estou
Estou
Estou desconfiado
Estou desconfiado
Que ele não vende fiado (BIS)
Não
Não
Não pode ser
Sem o fiado
De fome eu vou morrer (BIS)
São tantas bocas
Pra sustentar
E ele só pensa
Só pensa
Em faturar (BIS)
Eu já falei
Pra marieta
Que sinto saudades
Da caderneta (BIS)
MARCIANO VASQUES
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MARCHA DE CARNAVAL
FRAGMENTOS MITOLÓGICOS
Ao ser perguntado, Ulisses responde ao ciclope: "Eu sou Ninguém!".
Faz isso para escapar do ponto de vista único.
E sendo Ninguém, consegue passar pela criatura.
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FRAGMENTOS MITOLÓGICOS
O ORIGINAL DO SAPO
- Sapa, recebi uma carta da editora. Meu original não foi aceito.
- E o que diz a carta, Rospo?
- Adoro carta padronizada, mas esta aqui diz que meu texto está bem escrito, rico em metalinguagem, excelente narrativa...
- E por que não publicam?
- Aqui diz: "Infelizmente sua obra não atende ao perfil da nossa editora".
- Posso traduzir, Rospo?
- Traduzir?
- Adoro fazer isso!
- Então, faça.
- Onde fala do perfil da editora, leia-se: " Você ainda não é famoso o suficiente..."
- Sapabela, você é uma grande tradutora!
- Traduzir o óbvio é fácil, Rospo.
MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo - 29
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HISTÓRIAS DO ROSPO
O SAPO E O CANTO DAS SEREIAS
Rospo passeia com a Sapabela. No caminho...
- Rospo, venha para o nosso grupo. Precisamos de alguém assim...
- Rospo, você é demais. Leio todos os seus livros. Como escreve bem...
- Rospo, como você escreve bonito! Adoro a sua literatura. Venha para o nosso grupo....
- Rospo, nossa associação precisa de você...
- Rospo, participe de nosso café da manhã, é só para os privilegiados...
- Rospo, que sucesso! Você é fantástico, queremos que venha para a nossa entidade...
- Rospo, venha para o nosso encontro. É só para escritores...
- Rospo, estamos esperando por você...Participe da nossa confraternização...
- Rospo, você é o melhor escritor do brejo...Merece todos os aplausos... É o maior da atualidade...Você é demais!
****
- Rospo, quantos elogios , quantas chamadas...
- Pois é, Sapabela, estou me sentindo o próprio Ulisses...
MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo - 28
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HISTÓRIAS DO ROSPO
domingo, 20 de dezembro de 2009
O SUCESSO DO SAPO
- Que sucesso você está fazendo, Rospo!
- Psiu! Não fale sobre veneno, Sapabela.
- Que veneno, meu amigo?
- Veneno para a alma alheia.
- Está delirando, Rospo? Estou falando de sucesso.
- Isso mesmo. Nosso brejo está no Brasil, e você sabe: aqui o sucesso do outro incomoda. É um veneno.
- Entendi.
- Repare o silêncio...
- Tem razão, Rospo.
- Às vezes eu tenho, não é, Sapa?
- Pois continue envenenando a alma alheia.
MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo - 27
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HISTÓRIAS DO ROSPO
sábado, 19 de dezembro de 2009
CANÇÃO Nº 38
QUELLA VOLTA QUE - Intérprete: Roberto Carlos.
Postado no YouTube por Catachito, com imagens de vídeo produzido por sua amiga Ivanete.
Roberto Carlos: artista que no Brasil é carinhosamente chamado de Rei.
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CANZONE PER TE
AMIGOS DISTANTES TÃO PERTO
PERE E ESMERALDA - CASA AZUL DA LITERATURA já tem muitos amigos espalhados pelo mundo. Amigos distantes, apenas geograficamente. Distantes, e tão próximos, unidos pelo amor à arte, à beleza, e à amizade erguida pela infinita rede. Uns nos chegam através de outros amigos, como Pere e Esmeralda, que conheci por intermédio de Montserrat, seguidora e amiga de CASA AZUL DA LITERATURA. (Marciano Vasques)
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AMIGOS
A CONQUISTA DO VELHO OESTE
Os Estados Unidos transformou em heróis solitários os conquistadores do velho oeste americano, inclusive um matador de búfalos que banhou de sangue o solo da região.
Esse heróis, alguns mascarados, surgiram nas páginas dos gibis, e encantaram a infância durante algumas décadas do século passado.
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MEMÓRIA DO GIBI
O EXÉRCITO DE AMIGOS DO SAPO
- Estou com uma doença crônica.
- O que é isso, Rospo?
- É doença de escritor, Joelminha.
- Tem também doença conto, doença romance?
- Engraçadinha. Bem, preciso ir, para encontrar o meu exército de amigos.
Joelminha se põe a pensar:
- "Qual será o exército de amigos do Rospo?"
****
- Sapabela! Finalmente a encontrei!
- Que afobação, Rospo!
- Preciso de um conforto, e não via a hora de encontrar o meu exército de amigos!
- E encontrou?
- Claro, é você.
- Eu?
- Sapa, eu sempre disse que você vale por um exército de amigos.
MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo - 26
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HISTÓRIAS DO ROSPO
O NATAL AUSENTE
No dia 25 de Dezembro, no Viaduto do Chá, um homem observa as luzes natalinas da cidade. Rospo, que às vezes passeia no mundo dos humanos, se aproxima.
- Está encantado, amigo meu?
- Sim, o Natal é lindo. Essas luzes a piscar...
- Veja ao seu lado.
- Ora, é um menino dormindo na calçada. São todos uns vagabundos...
- São abandonados.
- Que nada! Mande essa turma trabalhar...
- E as luzes de Natal?
- Lindas! Lindas! Lindas!
- Pena que o Natal ainda não chegou...
- Como disse?
- Nada. Não entenderia.
MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo - 25
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HISTÓRIAS DO ROSPO
CARTÕES DE NATAL - PAULINAS
CARTÃO DE NATAL - CASA AZUL DA LITERATURA agradece o cartão de Natal da Editora Paulinas, e retribui os votos.
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CARTÕES DE NATAL
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
A PREPARAÇÃO DO NATAL
Quitéria, Joelminha e Monize preparam o Natal.
- Já providenciei tudo.
- O que é tudo, Joelminha?
- Panetones, pernil, champanhe, castanhas...
- E você, Quitéria?
- Já comprei a guirlanda, a árvore, a estrela...
- Que show!
- Deixei a casa linda, e convidei os amigos...
- Muito bem, Monize!
- Vejam quem chegou! A Sapabela!
- Querida, como está a sua preparação para o Natal?
- Completa. Veja o meu sorriso largo...
- Sorriso? Mas, e o resto?
- Não precisa mais nada.
- Não, Sapabela?
- O sorriso é o meu Natal. Ele é o essencial.
- Eis uma sapa feliz!
MARCIANO VASQUES
Histórias do Rospo - 24
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
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