
- Falta sapo!
- Muito bem, Rospo, mas já tem sapo demais no brejo.
- Quem falou em brejo? Estou falando da Literatura Infantil, dos contos de fadas. Acho que deviam explorar mais os nossos amigos anfíbios.
- Compreendi. Tem o ciclo da raposa, tem muitas histórias com pássaros, com leões, com ratos, mas sapo mesmo, quase não tem.
- Engraçado. Sabe que eu nunca tinha reparado?
E assim continuava a conversa entre o Rospo, a Sapabela e a Colibrã.
- Pois os escritores deviam ser mais criativos. Está na hora de produzir mais histórias com sapos.
- Apóio. Sapo tem tudo para agradar. Vamos começar um movimento pela renovação da Literatura Infantil...
- No século XXI?
- A criança sempre será criança...
- Eu proponho um slogan: “Para cada história criada, uma terá como personagem um sapo”.
- Seu slogan é um pouco radical, Sapabela.
O bate -papo cada vez mais animado, quando passa por eles, velozmente, um sapo carregando uma bola.
- Amigo, aonde vai com tanta pressa?
- A princesa! A princesa! Onde está a princesa? – responde o apressado.
Marciano Vasques
Daniela Vasques
HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 159
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