terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FALSIDADE DIPLOMADA

—Sapabela, o que é uma "Falsa Diplomada"?
—Uma falsa diplomada é a colega que fala, mas dá o bote. Não tem guizo no pescoço e é sempre coerente com a sua falsidade.
—Onde se encontram essas tais criaturas?
—No serviço público, nas escolas, nas empresas, em todos os locais. Geralmente sentem-se incomodadas se você se destacar. Logo vem o tal comichão do ciúme e sem diplomacia a falsa diplomada atua, naturalmente sempre subterraneamente. Tem vocação de réptil, por isso sub-repticiamente age.
—Duro conviver com esse tipo de sapo, não é? Qual deveria ser o procedimento?
—Ficar na sua, fazer o que tiver que ser feito, da melhor forma, fazer sempre bem feito, com cuidado, ser a sua própria zeladoria, e não dar bola. Deixe que geralmente o veneno envenena o próprio feitor. Uma coisa é importante, Rospo.
—Diga, minha sapinha.
—Sem medo. Jamais o tenha ou o cultive. Ele só faz alimentar o organismo da própria falsa diplomada.
—Conhece alguma falsa diplomada?
—Com pós, especialização, doutorado...
—Tem cura?
—Toda doença por hipótese, tem. No caso da falsidade,   doença da alma, do espírito, não haverá nem homeopatia nem "reza brava" que dará jeito.
—A sapa falsa estará condenada a ser falsa para sempre?
—A sapa falsa vive no lodaçal, no pântano de sua própria mente. A cada dia afunda em sua própria areia movediça.
—Então o mal maior é contra ela mesma?
—Filosoficamente sim, mas todo cuidado é sempre pouco. Mantenha a vigilância.



HISTÓRIAS DO ROSPO 2011 — 737
Marciano Vasques

Um comentário:

  1. TEREZINHA GUIMARÃES20 de dezembro de 2011 17:30

    PARABÉNS PELO BLOG E PELAS POSTAGENS...
    MUITOS ENSINAMENTOS...
    ABRAÇOS

    www.poetizarpoetizar.blogspot.com

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