terça-feira, 4 de dezembro de 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

NO CAMINHO DA PADARIA RUBI

—Rospo!
—Sapabela, toda florida!... Que bonito vestido. Saudades!

—Eu também, meu amigo. Tomei uma garapa geladinha e pensei em você...
—Por causa da cor verde da garapa?
—Não! Por causa de nossas conversas, a doçura que elas destilam...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A DESEJABILIDADE DO TEXTO

—Sapabela, luz florida!
—Que empolgação, Rospo! Parece que está feliz...
—Estou, nega. Estou diante da desejabilidade, nela me debrucei manhã afora...
—Manhã afora eu gostei.

sábado, 24 de novembro de 2012

MANHÃ DE SERAFIN DE POETAS II

HOJE, crianças autografando na manhã de sábado.

QUESTÃO AMBIENTAL

FINALMENTE SÃO PAULO TEM A SOLUÇÃO PARA A GRAVE QUESTÃO DA POLUIÇÃO DOS RIOS:

"Se Genoíno cair no Rio Pinheiros, é capaz de purificá-lo em dez minutos, dada sua pureza"

Deputado VICENTE CÂNDIDO
DEPUTADO FEDERAL

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A MAIS FEIA POBREZA DO MUNDO

—Sapabela, totalmente feliz hoje?
—Que me dera!
—Quem me dera rima com quimera.
—E o que isso tem?

domingo, 11 de novembro de 2012

NA BOCA DA NOITE

 eeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
—Repita, querida.

—eeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
—Que alegria é essa, Sapabela?
—Estamos na boca da noite do domingo.

sábado, 10 de novembro de 2012

O ADEUS É EDIFICADO

—Rospo! Hoje é sábado! Viva!
—Yupiiii!
—Yá!
—Yupiiii!
—Que me conta de novidade, querido amigo?
—Sapabela, a doçura da alma é a garapa essencial.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A INESGOTÁVEL FONTE QUE ACABA

—Rospo! Sexta-feira!
—Maluquinha? Hoje é quarta, ainda.
—É mesmo! Eu sempre me esqueço. E então? Alguma novidade?
—Tenho uma charada.

domingo, 4 de novembro de 2012

CONVITE




sábado, 3 de novembro de 2012

O PORTO E A ARTE

—Como vai, meu bem?
—Rospo! Que saudades! Agora o sábado cresceu... Nada mais enevoado. Por onde andou? Como vai?
—Sapabela, vamos até a Rubi? Só para olfatar o aroma do pão. A alvorada ficará aromatizada com a poesia...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O JARDIM E A AREIA MOVEDIÇA

—Rospo! Vamos abrir a semana?
—Vamos! Um chocolate com menta, pode ser?
—Uau! Vamos lá. E então, que me diz de novo?
—Uma rara descoberta.

domingo, 21 de outubro de 2012

A NOITE DAS NOVIDADES

—Alô, Sapabela?
—Rospo! Você ligou!
—Está trovejando muito, um temporal está desabando.
—Tenho até receio de chegar perto da janela, por causa dos relâmpagos, fico pensando no quanto os relâmpagos encantaram nossos antigos. Tem alguma novidade, amigo?
—O movimento de translação prossegue... As estrelas explodem na mais infinita profundeza do universo...
—Que mais?
—Em alguns lugares está nevando, em outros um sol latente, em alguns vilarejos é noite enluarada, em outros, é calor de querer praia...
—Que mais?
—Há mesmo uma sincronicidade em tudo. A vida latejante pulsa no gafanhoto saltitante e a ventania desenha a sua valsa na verde fotossíntese das folhas. Uma criança sorri e o seu sorriso faz desabrochar a alegria nos corações...
—Rospo, essas são as novidades?
—Sim, há uma ligação forte em tudo o que acontece na imensidão. O azul da noite, as águas que se agitam, os pirilampos, as sapas que caminham nas calçadas em busca dos sonhos perdidos, os sapos que desaprenderam de sonhar por conta da ausência atrofiada da poesia e das fábulas... As necessidades travam batalhas com o prazer além das constelações e da suavidade do vento que diz que ele é a força imperceptível numa insondável noite de domingo...
—Quantas novidades, amigo! Tem alguma que considera maior?
—Sim, nalgum canto do planeta um sapo telefona para a sua amiga.
—No exato momento em que tudo acontece.

HISTÓRIAS DO ROSPO 2012  — 835

Marciano Vasques

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

UM LONG PLAY E ALGO MAIS

—Rospo! Manhã chuvosa! Viva! Yapo!
—Sapabela, que linda! Está indo à padaria Rubi?
—Sim, buscar o sonho da manhã. Sempre me ponho a pensar no que você disse certa vez, Rospo: Que um sapo precisa apenas de um Long Play em sua vida.

sábado, 13 de outubro de 2012

O BEIJO GIGANTE

—Rospo! É sábado!
—Já é noite de sábado, amiga.
—E então?
—Poderíamos ir até a...
—É pra já!
—Nem falei!
—Vou me aprontar em um minuto, meu querido.
—Isso não existe.
—Rospo, sempre vale a pena esperar.
—É verdade, bobo o sapo que ainda não aprendeu isso.
—Vou desligar.
—Até logo mais.

Breve estão os dois caminhando numa calçada.
—Estou tão feliz, Rospo!
—Eu também, e a noite está fria. Isso é melhor ainda, pois inspira um licor de anis.
—Sabe, Rospo, estive pensando no beijo gigante.
—Que beijo gigante, bela?
—Às vezes, recebemos um beijo gigante e nem nos damos conta.
—E como é esse beijo gigante?
—É o beijo da consciência, e também o beijo da Poesia. Esse beijo é um estalar em nós, um toque repentino, uma luz breve a nos chamar. Somos filhos da alvorada, sempre, e a vida se renova a cada dia, a cada noite. Pobre do sapo que se esqueceu das estrelas... Desse manto bordado para nos regalar a alma com brilho e a inesgotável fonte da alegria.
—E às vezes assusta contemplar as estrelas, por causa da imensidão.
—Rospo, o beijo gigante é o beijo da aventura de viver, é o beijo de um bem querer, é o beijo da brisa suave a nos tocar a face...
—Sei, o beijo gigante é a porção melhor de cada um que se manifesta através das coisas que são e importam. Esse beijo gigante certamente estará nas coisas simples da vida, e é nessa simplicidade que nos deparamos com aquilo que somos profundamente... Pois o que somos profundamente é diferente do que apenas fugazmente somos, de forma superficial... Só o mergulho interessa, o mergulho para si,
—Veja, lá está a padaria Rubi com as suas luzes.
—Yupiiii!
—Li outro dia que o que mais tem no brejo e no mundo são sapas.
—É verdade, tem mais sapas do que sapos...
—O que pensa disso?
—Que um sapo não pode esquecer de algo muito valioso.
—Sim?
—Que não importa que tenha tantas sapas no brejo e no mundo... O que realmente importa é que cada sapa é única, e feliz o sapo que encontra a sua....
—Viu só? Isso é um beijo gigante.
—Vamos entrar?
—Vamos, estou com saudades do licor de anis.
—Yupiiii!
—Rospo, o beijo gigante sempre estará espreitando o sapo que intensamente vive o aprendizado da colheita.
—Sapabela, só o beijo gigante importa, não é?
—Sim, entre tantas miudezas contemporâneas, ele resiste.

HISTÓRIAS DO ROSPO 2012    — 833
Marciano Vasques

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

ENTRE OS FRAGMENTOS


Nudez,
Que amortece,
Numa ilusão
Que não compensa.
Dança passageira
Num transtorno
Sem resgates.

NOVA PALAVRA FIANDEIRA !





PALAVRA FIANDEIRA

REVISTA LITERÁRIA

Publicação digital de Literatura e Artes

ANO 3 —Nº87 — 13/OUTUBRO/2012
EDIÇÕES AOS SÁBADOS

NESTA EDIÇÃO:

RONALDO CAGIANO


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SAPA SABADOFICADA NA QUINTA

—Rospo! Yap! Que sábado!
—Sábado nada, minha linda. Hoje é quinta!
—Uau! Viva! O "Dia do Trovão" é feriado!
—Maluca? O feriado é amanhã, sexta.
—Sexta? Feriado? Viva! O "Dia da Protetora dos amores"! Por isso já me sinto sabadoficada.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

FRAGMENTO DE HORA VAGA

Passo  na rua 
Só  pra  lembrar
Que existe portão,
E lua.

domingo, 30 de setembro de 2012

NO TEMPO DAS MAL TRAÇADAS


NO TEMPO DAS MAL TRAÇADAS


—Sapabela!
—Rospo! O domingo já está anoitecendo! O que é isso em sua mão?
—Hoje estive a lembrar do tempo das mal traçadas.
—Do que fala, amigo?

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

TOMANDO A NOITE PARA SI


TOMANDO A NOITE PARA SI




Sexta-feira, Que lua!, Sapabela na calçada encontra o velho amigo, isso rende conversa pra dedéu.
E ela toma a noite para si, mergulhando com altivez.
Sou feita de água, Rospo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

NUMA QUINTA SABADOFICADA


NUMA QUINTA SABADOFICADA




Rospo!
Sapabela, belo encontro!, numa revoada de versos...
Não estou vendo versos nenhum...
Versos são as possibilidades salpicadas pelo momento... Basta erguer os olhos...
Erguer para o céu? Para o alto? Realmente o azul inspira...

domingo, 23 de setembro de 2012

O DISCURSO DO CANDIDATO



O DISCURSO DO CANDIDATO





Rospo, com um dicionário, passeia com sua amiga...

—Uma sapinha adora falar. Como gosta de conversar! Como fala! Como é tagarela...
E além disso, é sempre tão curiosa. A curiosidade da Sapinha é como um carretel infinito.
—Depois, a Sociedade, a família, a igreja, a escola e os adultos ajudam-na a ficar calada. Quando ela crescer geralmente aprenderá a emudecer os seus mais nobres sentimentos...
—Veja, Sapabela! Um aglomerado....
—É um comício.
—Vamos até lá?

SAPO NA CALÇADA, CONVERSA NO TREM




SAPO NA CALÇADA, CONVERSA NO TREM


Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!


Que alvoroço é esse fora?pergunta a Sapabela para a sua colega.
É um sapo na outra calçada.
É o mesmo da semana passada?
Pior que é!
OuMelhor que é. saber.

sábado, 22 de setembro de 2012

A AVENTURA COMEÇA AQUI


A AVENTURA COMEÇA AQUI


—Queria viver grandes aventuras—disse a Colibrã para a amiga Sapabela, num encontro casual.
—Sim?
—Viajar, como os vikings, os navegantes, os argonautas, conhecer novos lugares, ser uma autêntica exploradora de mundos...
—Viver grandes aventuras é fácil, e nem precisa se locomover tanto.

SÁBADO DE MARGARIDAS


SÁBADO COM MARGARIDAS


——Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
——Que alegria mais alegre, Rospo!
——É sábado, amiga!
——Já sabadofiquei-me, estou enlaçada pelo sábado. Pura alegria! Sou alma de cigana em coração de circo. Sou ramalhete de solfejo, de almejar...Veja-me.
——Nem precisa pedir, meu bem. Tudo está mais do que se quer... Seu esmalte, lilás, seu vestidinho. Sábado é tudo de bom. Vamos?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

SOBRE OS ATRIBUTOS DO AMOR


A CONVERSA ESTÁ SÓ COMEÇANDO
(Sobre os atributos do amor)


— Rospo, qual é o mais egoísta dos sentimentos?
— É o amor entre um sapo e uma sapa...
— Tem certeza?
— Além disso...
— Tem mais?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

UM PROVÉRBIO IMPORTANTE






UM PROVÉRBIO MUITO IMPORTANTE



—Rospo, adoro ser assim um pouco atrapalhada.
—É mesmo?
—Sim, e adoro ler no trem...
—Mas, pelo que sei, está sempre na janelinha.

A ÚLTIMA GUARIDA



A ÚLTIMA GUARIDA


—Serei eu grou?
—Do que fala, meu querido?
—Sinto-me assim, às vezes, como aquele pássaro, que ninguém ouve.
—Fique em paz.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012


O TEMPO DO TEMPO DO SAPO



—Rospo! Saudades! Estou tinindo por uma conversa.
—Yupiiii!
—Está bem, está bem, mas, sem escândalo. O que pensa da amizade?
—Riqueza!

domingo, 9 de setembro de 2012

ÉPOCA DE URGÊNCIAS





ÉPOCA DE URGÊNCIAS


—Rospo, que alegria!
—Sapabela, que alegria também. Aonde está indo?
—Hoje é sábado, dia de feira. Mas, como é bom encontrá-lo!
—Estou tão feliz por vê-la.

OFERENDAS!





OFERENDAS!



—Rospo!
—Yupiiii!
—Precisa isso, assim tão alto?
—Meu coração “giramondo” é assim mesmo. Além do mais, que alegria encontrar uma amiga tão preciosa.

ELA JÁ FOI EMBORA



ELA JÁ FOI EMBORA




Rospo encontra um velho conhecido.
Como vai, meu caro?
Estou arrasado, Rospo.
O que aconteceu?
Minha sapa nem liga para mim.

domingo, 2 de setembro de 2012

A MÚSICA ME TOCOU


A MÚSICA ME TOCOU



Dois amigos na calçada que leva à padaria Rubi.
—Lá está ela, com seus vitrais vermelhos. Que linda! Que bom que aceitou o meu convite, amiga...
—Rospo, para certas coisas, não sou sapa de segunda opção. Nesse caso, de um convite seu, não existe a segunda opção. É aceitar ou aceitar. Além do mais, a manhã nasceu domingueira...Com gosto de parlenda de acordar crianças...
—Que coisa linda!

sábado, 1 de setembro de 2012

ALEGRIA RESTAURADORA



ALEGRIA É RESTAURADORA




Lá ia pela calçada um sapo quando encontrou uma velha amiga.
—Yupiiii!
—Precisa fazer isso, Rospo?

SOU INOCENTE, JURO!


SOU INOCENTE, JURO!




Sabadoficando, lá ia a Sapabela calçada afora com girassol na camiseta e uma bermuda azul quando encontra uma amiga.
—Olá, como vai, querida?
—Péssima. Estou vendo esse girassol estampado em sua camiseta. Você sabia que plantações de girassóis atraem ratos, por causa das sementes?
—Sou inocente. Juro!

O ISQUEIRO DA VIDA


O ISQUEIRO DA VIDA


Sábado, na padaria Rubi, alguns encontros só produzem conversa boa.
—Sapabela, ainda bem que você veio.
—Rospo, o dia em que eu recusar um convite para uma conversa...
—Mas às vezes não tem tempo.
—Na verdade, penso que não tenho nada, mas uma sapa sabe se reinventar e inventar o seu próprio tempo. Além do mais, a manhã estava um pouco nublada e resolvi fazer uma conversão para essa conversa.
—Fez bem... Ontem, a lua estava um esplendor. Ela tomou para si a claridade urgente...

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