sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ANO NOVO! DE MICHELLE BEHAR

Mando um grande abraço desejando um Novo Ano
que vem tão puro e inocente como esta menina
... cabe a nós fazer dele maravilhoso !!!
Com carinho,
Michelle

QUEM SABE

BASTIDORES

PALAVRA FIANDEIRA - 50

Já está no ar a edição de 
PALAVRA FIANDEIRA 
com Paula Laranjeira.

Leia AQUI

VAMOS À BIBLIOTECA, SAPABELA?

 Rospo liga para a sua amiga;
— Sapabela, quer encontrar um cigano triste? Vá a uma biblioteca.
—  Farei isso agora, Rospo. Já estou conectando a Internet...
—  Sapabela, estou me referindo a uma biblioteca real, de verdade, é lá que encontrará o cigano triste...
— Cigano triste?
— Triste e empoeirado...
— Entendi, está falando do livro...
— Exatamente. Livro é para correr mundo, circular, de mãos em mãos, participar de uma enorme ciranda de olhos ávidos de ler... Livro não é para ficar fechado o tempo todo em prateleiras de bibliotecas...
— Tem razão, Rospo. É um cigano, um peregrino, um andarilho... Ficar parado, fechado, ganhando poeira, contraria a sua natureza...
— E então, Sapabela? Vai à biblioteca buscar um livro?
— Está chuviscando, e isso é mais tentador. Irei sim, tem sorvete no caminho?
— Outra vantagem de uma biblioteca ao vivo, e, claro, poderá encontrar um amigo no caminho...
— Um sapo que adora calçadas e conversas....
— Que livro pretende emprestar na biblioteca?
— O "Meu pé de Laranja Lima"...
— É um clássico da Literatura no Brasil...
— Vamos, Rospo? A garoa está uma delícia...
— Vamos, qualquer garoa é motivo para o meu guarda-chuva azul.

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 382
Marciano Vasques

Leia também em CIANO

Dedicada 
ao amigo Selmo Vasconcellos, 
e também à Paula Laranjeira, 
cujas palavras em 
PALAVRA FIANDEIRA 
inspiraram esta história.

NAOMY KURODA

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Estrada de Canindé, interpretada pelo Coral da UFC

L'ultima Cosa

O ESPÍRITO DE NATAL NA FILA

Certo sapo  na fila do estacionamento de um shopping é confusão na certa.
— Esqueci o ticket do carro...
— Não faça isso, Sapo. Já quase apanhei hoje — disse a sapa do guichê.
— Deixe que eu acalmo o povo da fila...
— Vai tentar isso, Sapo?
— Calma, pessoal! Não consigo encontrar o meu ticket...
— Problema seu, Sapo.
— A propósito, meu nome é Rospo...
— E dai?
— O Natal não chegou na fila?
— Sapo, não ponha o "Natal" no meio...
— Natal que se preze tem que entrar na fila...
— Sapo, ache logo o seu ticket e saia da fila...
— Calma! Está afobado? É pressa de comer o peru?
— Suma!
— Tanto nervosismo não combina com o espírito natalino...Natal é tolerância, é paz, é harmonia, é...
— Não encha!
— Isso mesmo! Se não encontrar o ticket, saia da fila...
— É isso aí, meus amigos. Vou indo. Feliz Natal para todos, e, por favor, não assustem ao bom velhinho com esse humor...
— Suma daqui, Sapo!
Rospo se afasta da fila e logo após encontra uma amiga, que parece que se divertia com a cena.
— Rospo, eu estava reparando...
— Sapabela!
— Você nem tem carro...Por que ficou na fila?
— Estava testando o espírito de Natal, Sapabela...

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 -381
Marciano Vasques
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domingo, 26 de dezembro de 2010

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ENTÃO É NATAL

CÁLIX BENTO

AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS DO NATAL

— O Natal está repleto de símbolos, Sapabela...
— Cada ano surgem novos símbolos, novos personagens, Rospo...
— Duendes, Papai Noel, fadas...Novos personagens, novos mitos, novas lendas vão aos poucos se incorporando ao Natal...E isso é bom, não é?
— Sim, Natal das Mil e Uma Lendas...  Principalmente para as crianças...cuja mente precisa ser fertilizada de forma permanente...
— Quanto mais a imaginação é fertilizada, mas ela se amplia...
— Sim, sua riqueza pode ser tornar infinita...
— Infinita?
— Certamente... Rospo, acha que o Natal está se transformando?
— Naturalmente. Nas próximas gerações o Natal será bem diferente...
— E o seu sentido original?
— Sempre estará presente. A sua essência não mudará... O amor ao próximo, a solidariedade, o amor universal...
— Sei, quer dizer que mesmo com todos esses símbolos e esses novos personagens...
— O Natal não perderá o seu sentido primordial...
— Basta cada coração querer...
— Basta cada coração se abrir para  o Natal...

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 380
Marciano Vasques
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O SAPO E O ARGUMENTO

— Rospo, argumentar significa "emitir luz"...
— Também gosta de estudar a origem das palavras, Sapabela!?
— Adoro, Rospo.
— Então, quando argumento estou emitindo luzes...
— Sim, uma emissão de luzes na conversa...
— Os sapos que gostam de argumentar são emissores de luzes...
— Exato. Argumentar é justamente isso. Esse é o sentido original da palavra: emitir luzes...
— Maravilha, Sapabela. Devemos sempre argumentar.
— Se depender de mim serei mais do que um feixe de luzes, serei uma cachoeira, uma avalanche...
— Como você argumentando, minha amiga, as nossas conversas estarão plenas de luzes...
— Como sempre foram...Rospo... Como sempre foram...

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 379
Marciano Vasques
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PALAVRA FIANDEIRA DE NATAL

PALAVRA FIANDEIRA DE NATAL
JÁ ESTÁ NO AR.
Leia AQUI

CARTÃO DE NATAL DE MONTSERRAT E FAMÍLIA

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

ARTE NO NATAL EM PORTUGAL

A TRISTEZA E O CORPO

— Rospo, quando os sapos estão felizes, eles comem muito... Por quê?
— Sim, Sapabela. Sapo alegre ou feliz come de forma exagerada, quase sempre...
— Também dança. São formas da mente comunicar ao corpo o estado de felicidade e euforia?
— O corpo quer participar, Sapabela, almeja fazer parte da felicidade do momento, anseia por isso...
— Como? Dançando?
— Sim, ele não ficará imóvel de jeito nenhum, quer colaborar com a mente, diz, "Eu estou aqui", e demonstra que não quer ficar fora da felicidade, quer partilhar com a mente, a alma. E até comendo, que é outro de seus recursos...
— E quando o Sapo está triste, quando a mente, a alma, está triste, em estado de melancolia, sofrendo?...
— O sapo come sem freios, do mesmo jeito, e às vezes, quase sempre, come bem mais, ou bebe...
— Come ou bebe? Mas não dança...
— A tristeza é uma infecção da alma, uma força que debilita o ser, e o corpo é o mais atingido, e sempre corresponde à mente, à alma, que se triste e melancólica está, o corpo também faz questão de partilhar isso, e no caso resulta em enfraquecimento, diminuição da potência, da...
— Está parecendo Espinosa isso...
— Sempre fica na gente, não é?
— Fale mais...
— Ao se alimentar com exagero, o corpo emite um sinal de socorro, de amparo para a mente, talvez acredite que assim a mente estará alimentada e poderá enfrentar com mais firmeza o terrível invasor, o mal que se espalha, pois a tristeza é de fato um mal... de causas danosas e deverá ser evitada a todo o custo...
— Ou talvez, ao perceber as emanações de tristeza da alma, sinta-se tão frágil, em perigo, pois a tristeza é perigosa, e busque compensação na comilança... Fortalecendo-se para enfrentar a tristeza...
— Estamos falando a mesma coisa, Sapabela. Enfim, o corpo come demais na alegria e na tristeza... Mas ele não é independente. De qualquer forma, o estímulo vem da mente. Ou seja, corpo e mente, alma, formam um universo único, uma unidade...
— Rospo, a Psicanálise e a Ciência já têm respostas para esses comportamentos do corpo...
— Sei, Sapabela... Mas, as nossas conversas vão fuçando..

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 378
Marciano Vasques

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O PEDIDO DE UMA SAPINHA

— Mãe, busca para mim um copo com água?
— Já está crescida, Sapinha. Vá buscar você. Não sou sua empregada...
— Eu busco pra você, querida.
— Por que fez isso, Rospo?
Enquanto o sapo vai buscar o copo com água, a Sapona fica a pensar no seu atrevimento, pois ele é um convidado para uma tarde de chá, mas não pode interferir na educação que ela dá à filha.
— Voltei.
— Obrigado, seu Rospo.
— Sabe, mãe. Ela é uma menina ainda, uma sapinha. E é justo que ela peça o copo com água, afinal está assistindo a um filme, e tem mais, irá crescer um dia, e fará isso com outras crianças. Jamais se sinta uma empregada. Seja apenas uma amiga. Levar o copo com água é um gesto de amor e dedicação, que afinal não cansa nada, e até ajuda na prevenção do AVC e de outros problemas de saúde...
— O que está dizendo, Rospo?
— Sim, minha cara Sapona. Graças ao pedido da pequena, você pôde se movimentar. E isso é bom para as articulações, para o coração e para o fluxo nas artérias...
— Mas ela tem que ser independente...
— E ela será, e você há de sentir falta dessa dependência dela, pois ela, a dependência, lhe dá a oportunidade de participar de algo grandioso, que é a demonstração do carinho e da dedicação... 
— Mas eu já me dediquei demais a ela...
— Não diga isso jamais. Uma flor necessita de cuidados diários, regar, cultivar, olhar...
— Olhar?
— Sim, cativar a atenção, administrar o olhar... E ela é como uma flor...
— Vou pensar, mas tenho receio de que ela se torne preguiçosa...
— Ao contrário, pode ser que na idade avançada você precise dela para lhe levar um copo com água... Com certeza poderá contar com a dedicação dela...
— Está me convencendo, Rospo...
— Um último detalhe: faça com generosidade, com gosto na alma... Felizes os que têm a chance de atender ao pedido de uma menina, uma sapinha...
— Rospo, obrigado. Muito obrigado. Quer um copo com água? ...

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 377
Marciano Vasques
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DESATADOR DE NÓ

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

IGREJA DA PENHA

Foto de Danilo Vasques
Igreja da Penha, em São Paulo

CARTÃO DE MICHELLE BEHAR

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

BALADA PARA UM LOUCO

ENTÃO É NATAL

O SAPO E O TROFÉU

Lá ia o Rospo carregando um troféu quando a Sapabela apareceu.
— Que troféu é esse, Rospo?
— Este é o troféu "Covardia"...Estará na casa azul para os que quiserem retirá-lo.
— Quem merece o Troféu Covardia do ano?...
— Quem espancou criança ou quem abandonou animais...
— Cachorro e gato?
— Exatamente. Espancar sapinhos e abandonar cachorros e gatos representam a covardia da grande...Por isso criei o troféu.
— Mas o brejo está repleto de covardias...
— Certamente, porém espancar sapinhos ou abandonar animais é covardia para merecer este troféu. E você, tem amizade com alguém assim?
— Rospo, a minha amizade é um tesouro. Não pode ser para qualquer um. É igual ao meu sorriso. Uma  das mais valiosas coisas do mundo... E como o sorriso é grátis, é dado, é oferecido, não posso dar o meu sorriso para sapos covardes...

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 376
Marciano Vasques
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domingo, 19 de dezembro de 2010

UM PRESÉPIO ECOLOGICO

RECEITA PARA UM PRESÉPIO  ECOLÓGICO.

Para as pessoas que desejam montar um presépio sem gastar quase nada,  saibam como fizemos:

Durante um passeio pelo Parque do Ibirapuera  recolhemos galhinhos, cascas de árvores, frutos ressecados , folhas secas de eucalipto  e outras, de formas variadas e coloridas. Toda essa matéria prima   estava caída no chão do parque.. Pegamos também muitas fibras, parecidas com cipó, palha de coqueiro e de bambu gigante..
:A base do presépio foi feita com papelão reciclado de uma embalagem de tv.  Para a fixação e colagem usamos fio de cobre e cola spray, unicos materiais comprados.  O corpo dos animais  e  a cabeça, tronco e membros de Jesus, José e Maria,  foram confeccionados com a palha de coqueiro  e folhas de bambu gigante.amarradas
As vestes foram feitas com papel crepon colorido. O resultado final está aí para que todos vejam e possam curtir neste Natal.
Regina Sormani.
Regina Sormani é escritora

CLARA NUNES - AMOR PEFEITO

UMA AVENTURA NA CASA AZUL

Livro do escritor Marciano Vasques

A NECESSIDADE DO "DESTINO"

— Li algo curioso na sinopse de uma filme sobre uma mulher militante que viveu um grande amor e intensas paixões, a começar pela sua luta por um mundo igualitário, segundo a sua crença e ideologia.
—  Sei a quem se refere. Ela nasceu na Alemanha, viveu na Rússia, e depois no Brasil, onde se tornou esposa de  um revolucionário... E foi presa e deportada para a Gestapo... Mas, o que leu de curiosidade na sinopse?
— Exatamente tudo isso que falamos, Sapabela...
— Mas, qual foi a curiosidade?
— O autor da sinopse fala que ela viveu intensamente grandes paixões, etc, e...
— E?
— Diz assim: " Mas quis o destino que a sua vida..."
— O que tem demais?
— O destino...
— Entendo...
— Rápido, não é?
— Estilo Sapabela.
— É curioso ter aparecido no texto a palavra destino...
— Eu explico.
— Manda ver, Sapabela...
— O sapo compreende melhor, o povo aceita com mais facilidade, e o filme é mais assistido... Pois apesar de ser baseado na vida real, é um romance... E no romance tem que ter destino...
— Mas sabemos que o sofrimento dela nas mãos dos Nazistas não foi destino...
— O autor da sinopse também sabe. Mas quem vai ao cinema vai também em busca da magia...

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 375
Marciano Vasques
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DOBRAS DA LEITURA

Cartão de Natal de  Dobras da Leitura

sábado, 18 de dezembro de 2010

RAZÃO E FELICIDADE

— Sapabela, "Não quero ter razão, eu quero ser feliz!"
— Que frase profunda, Rospo! Quem é o autor?
— É realmente profunda, Sapabela. Já apareceu numa caneca numa feira de artes&artesanatos do Nordeste.
— Que maravilha, Rospo! Quem é o autor?
— Veja, minha amiga, que ela realmente diz o que mais importa para cada um. De que adianta o sapo ter razão, mas se sentir profundamente infeliz...
— Concordo plenamente, meu querido. Quem é o autor?
— Outro dia encontrei essa frase na Internet e me pus a pensar. O importante é ser feliz. Mas, claro, é importante também estar com a razão. Porém, de que adianta apenas ter razão? Afinal, ao contrário do que muitos pensam, a razão é amiga da felicidade...
— Não acredito numa razão que traga infelicidade, Rospo. Quem é o autor?
— Nenhuma frase mexeu tanto comigo nos últimos tempos. Fiquei contente por ter gostado.
— Gostei mesmo, e irei memorizá-la. Quem é o autor?
— Sapabela, quase ia me esquecendo de uma coisa...
— Seja o que for, deve ser importante, pois agora se lembrou. Quem é o autor?
— É justamente isso, Sapabela. O autor, quase ia me esquecendo de dizer quem é...
— Quem é o autor?
— Ferreira Gullar.
— Bela presença por aqui, Rospo, bela presença...

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 374
Marciano Vasques
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O SAPO, A MÚSICA E A FAMÍLIA

— Rospo, acredita mesmo que a Internet tenha promovido mudanças na família?
— Não tenho dúvidas. Ela não é a grande vilã, mas certamente criou hábitos, instaurou uma nova forma de viver...
— Criou acomodações para a nova família poder se expandir...
— Facilitou o escoamento da solidão que combina com o novo trânsito familiar...
— Melhor exemplificar...
— Antes os sapos caseiros se reuniam na sala para ouvir músicas dos Long Plays, e depois isso continuou durante um certo tempo, com o CD...
— A era do CD já passou...
— Sim, Sapabela, calma... Agora, os sapos caseiros ouvem músicas separados...
— Ouvir música é como ler um livro. A música é uma arte do indivíduo, da solidão, da solicitude...
— Você não deixa de ter razão...
— E vou mais além: nos grandes estádios, quando tem um show que reúne uma multidão, essa multidão não tem necessariamente a ver com a música, é mais o artista, tem mais a ver com a sociedade do espetáculo... Com o ídolo...
— Mas, mesmo a  música sendo uma arte de solidão, de introspecção, ela pode ser repartida, compartilhada entre alguns sapos, os sapos caseiros, por exemplo... E a internet levou isso... É cada um no seu quarto, no seu canto, ouvindo a sua música, que é a música solta, avulsa...
— Sim, a era do CD já se foi...
— Mas a família precisa reencontrar novas formas de se reunir... Novos paradigmas.  A família é como o sapo: precisa se reinventar a cada dia.


HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 373
Marciano Vasques
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MARTINHA-MEU BOM JOSÉ

EU QUERO

TRAVESSIA

COMO SE FOSSE A PRIMAVERA

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CARTÃO DE NATAL SINPEEM

COMO SE FOSSE A PRIMAVERA

A EDUCAÇÃO NO BREJO

— Como anda a Educação no brejo, meu querido?
— Está um "brejo". Só anda de carrinho de rolimã...
— Explique isso.
— Só desce ladeiras...
— O que ocorre, Rospo?
— Não há compatibilidade entre a Educação e a vida, generalizando, naturalmente...
— Mas a Educação é o reflexo da sociedade, que é a verdadeira "culpada"... Embora seja mais fácil sempre atribuir a culpa aos professores apenas... Mas por que a Educação não é compatível com a vida?
— Ao reproduzir a sociedade, ao ser o seu reflexo, a Educação sacrifica a vida...
— Ainda precisa falar mais...
— A vida, para ser vivida de forma autêntica, genuína, precisa romper com todas as formas de opressão...
—  A sociedade no brejo é opressora, Rospo?
— Sempre, pois o "desejo coletivo" geralmente esmaga o "anseio individual"...
— Sei, o sapo tem receio de sair do "pensamento de rebanho"...
— Seria uma audaciosa fuga...
— Porém a Educação é repleta de princípios...
— Talvez precise mais de ações do que de princípios...
— Mas a escola emperra, Rospo, ela costuma travar ...
— Pois é...
— Qual é a solução, meu caro?
— A leitura como prazer. Só isso, Sapabela, já garante a semente... da mudança...
— A escola é o lugar da leitura...
— A leitura como prazer não tem lugar, Sapabela... Ela acontece onde o Sapo estiver...
— Amigo, preciso ir, mas sinto que essa conversa deve continuar...
— Nenhuma conversa esgota em si mesma...

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 372
Marciano Vasques

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BARULHO MALOQUEIRISTA

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

CARTÃO DE NATAL DA AEILIJ

Cartão de Natal da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil

MENSAGEM DE NATAL DE MARÍLIA CHARTUNE

Mensagem de Natal da artista Marília Chartune.

NORIS ROBERTS

Noris Roberts é artista plástica, escritora e poeta de Venezuela.
Em PALAVRAS PINCELADAS ela revela ao leitor a sua essência e o seu interior poético.

MENSAGEM DA AEILIJ DE SÃO PAULO

A AEILIJ Regional de Sampa envia cartão e mensagem de Natal.
CASA AZUL DA LITERATURA agradece e retribui os votos.

CARTÃO PAULINAS

CARTÃO DE NATAL DE PEPE MADRID

CASA AZUL DA LITERATURA recebeu e retribui os votos de Feliz Natal ao amigo, o artista Pepe Madrid.

ENCONTRO DE UTOPIAS


Barbra Streisand

O SAPO E O ÚLTIMO TRIBUNAL

— Rospo, tenho uma amiga que não gosta de praia de farofeiros...
— Traduza, minha querida...
— Ela não gosta da alegria nem da simplicidade do povo...
— Nem do cheiro?
— Não! Ela detesta cheiro do povo, aquele suor...E não suporta as festas. os vinhos baratos...
— Sua amiga precisa de ajuda. Qual é o nome dela?
— Cifrônia...
— Sei... E como pretende ajudá-la?
— Nem pensei nisso... Ela caiu na areia movediça do seu próprio orgulho...
— Fale a ela sobre o infalível tribunal...
— Que tribunal, Rospo?
— O último.
— Está delirando? De que tribunal fala?
— O do final da vida, que é para cada um o fim dos tempos...
— Fale, Rospo! Não me deixe tão ansiosa, tão "crica "...
— O tribunal da consciência. Esse "tarda mas não falha"...
— Dessa "praia" ela não escapará, meu amigo.

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 371
Marciano Vasques
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

TRILHA SONORA DO FILME "A ROSA"

LA PALOMA

AI MORARIA

TENHO CIÚME DE TUDO

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SORVETE, PIPOCA, CONVERSA...

Sapabela liga para o amigo:
— Alô! Rospo! Vamos tomar um sorvete?
— Está chovendo, Sapabela...
— Nem reparei. Então é melhor pipoca quente...
— O importante é o recheio...
— Recheio?
— A conversa...
— Para mim a conversa é um petisco...
— Ela é também o recheio e a sobremesa...
— Então está combinado, Rospo. Sorvete e pipoca... e  conversa...
— E o filme.
— É mesmo! Esqueci desse detalhe.
— Espere um pouco, para que eu possa pegar o meu guarda-chuva azul...
Logo o Sapo retorna.
— Rospo, sem chuva, a vida seria sem graça...
— Chuva, sol, sorvete...pipoca, sobremesa...conversa, filme...nada disso teria importância sem uma amizade verdadeira...
— Amizade só é amizade verdadeira, Rospo... Se tiver falsidade, deixa de ser...


HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 370
Marciano Vasques
Leia também em CIANO

O SAPO E AS CIRCUNSTÂNCIAS

— Sapabela, eu sempre quis fazer muitas coisas, na verdade, foi mais necessidade do que apenas querer.
— Compreendo, meu amigo...
— Mas, quase sempre, elas atrapalham, dificultam...
— Elas, quem?
— As circunstâncias...
— Mas, às vezes, elas ajudam...
— Sim, a questão é que nos sonhos e nos planos elas costumam ser desprezadas... É preciso sempre prestar atenção nelas, "ouvi-las"...
— E quando as circunstâncias são favoráveis e você não realiza os sonhos? ...
— Sapabela, para transformar sonho em realidade, além do querer, precisamos de uma grande aliada...
— Quem, Rospo?
— A disciplina.

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 369

Marciano Vasques
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O BLOGUEIRO - 36


LEILA, FRANSCISCO MARINS E MARIA LUIZA

Na Academia de Letras: Leila (Melhoramentos), Francisco Marins e Escritora Maria Luiza

Foto: Escritor Manuel Filho

COM FRANCISCO MARINS

Marciano Vasques com Francisco Marins na Academia Paulista de Letras.
Foto: Escritor Manuel Filho

PALAVRA FIANDEIRA - 48

Está no ar a nova edição de PALAVRA FIANDEIRA

NESTA EDIÇÃO:

Do Chile:

ROQUE CHIEYSSAL

Leia AQUI


O CORAÇÃO DA SAPABELA

— Como o coração é vaidoso, Rospo!
— Vaidade é decoração do coração...
— Não é só isso, meu amigo. A vaidade tem uma influência enorme no andamento do coração...
— Fale então...
— Veja só: o coração quase sempre se nega a ouvir a voz da razão, que fica ali martelando, batendo na porta, querendo entrar, e às vezes, espiando pela janela, mas ele, o coração, se mantém irredutível. Só quer ouvir a sua própria voz...
— Você tem razão, Sapabela...
— Pensei que tivesse apenas "coração"...
— O coração tem a sua voz e com ele não adianta discutir, mas ele precisava ser mais elástico, ouvir de vez em quando a voz da razão... Ele precisa compreender que a razão não é uma adversária...
— Tem sapa que é só coração...
— Sim, mas o coração não pode nublar a estrada...
— Sei disso. A razão é preciosa...
— A coisa mais fácil é alguém perder a razão...
— Perder o coração é difícil...
— Sapabela, é bom saber que tem momentos em que só o coração manda, mas tem momentos em que é melhor agir com a razão...
— Mas o coração é um pouco egoísta, às vezes...
— E imperialista também...
— A questão é que o coração tem as suas razões, e não abre mão delas...
 Rospo, como anda o seu coração?
— Caminhando, tranquilamente, em paz...
— O meu não, o meu anda desgovernado, como sempre foi... Louco pelas paixões da vida...
— Cuide bem dele, Sapabela, um coração assim merece todo apoio e incentivo...
—O seu coração, pelo que conheço dele, só se preocupa com as coisas imensas... Aquelas que não são passageiras...
—É bem verdade, Sapabela...
—Lá no recanto do requinte do seu coração... pulsa uma vida que jamais será requentada, meu amigo...
—Sapabela, você sempre acerta...Sua alma parece que tem uma boa pontaria...
—Nada, meu amigo. Apenas aprendi a observar...
—Mas não fica quieta!... Como consegue observar?
—Às vezes a quietude se aconchega ao movimento....


HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 368
Marciano Vasques
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sábado, 11 de dezembro de 2010

AMANHÃ

NA ALTURA DOS OLHOS DO SAPINHO

Ao ver uns sapinhos brincando ao redor, Rospo comenta com sua amiga:
— Sapabela, fiquei pensando: como poderei conversar com as crianças quando estiver velhinho?
— Crianças gostam de velhinhos...
— Mas talvez eu não consiga conversar com elas nem contar histórias...
— Por que, Rospo?
— Talvez sinta dores no corpo ao me abaixar...
— Abaixar?
— Sim, para conversar com uma criança tenho que me abaixar, me curvar, ficar na altura dos olhos dela... A linha dos olhos de um sapinho é a medida da altura da minha face quando converso com ele...
— Compreendo. Talvez você tenha dificuldades. Sinta dores lombares, dores na coluna...
— Mas, por enquanto, é melhor nem me preocupar com isso...
— Verdade, Rospo. Por enquanto, aproveite e abaixe bastante... E escreva muitos livros. Num livro você sempre estará erguido, porém na altura dos olhos do sapinho.

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 367
Marciano Vasques
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ROSPO E A DESPEDIDA

- Sapabela, sabe qual é a coisa mais longa do mundo?
— Não me faça rir, Rospo.
— Pare com isso, Sapabela...
— Está bem, eu não sei.
— É a despedida.
— Despedida?
— A despedida fica em nossos corações, e não há tempo na vida que traga o esquecimento. O sapo pode pôr num canto da memória, e lá ficará a despedida como se estivesse adormecida... Mas ele jamais conseguirá se livrar dela...
— É longa mesmo... , não é?
— Sim, Sapabela, a despedida de um ser amado se estende numa vida para sempre...
—  Para sempre, Rospo?
— Sinceramente, minha amiga, não acredito que um sapo consiga mesmo se livrar de uma despedida. Por mais forte que seja, a partida permanecerá em seu coração, que mesmo que disfarce com festejo o fluir da vida, estará quebrantado... como se tivesse em si um espinho a machucá-lo.

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 366
Marciano Vasques
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UM QUARTETO NA ACADEMIA


Os escritores Regina Sormani, Marciano Vasques, Edson Gabriel Garcia e Alina Perlman, na Academia Paulista de Letras, em ato em homenagem ao escritor Francisco Marins, em 09 de Dezembro de 2010

FRANCISCO MARINS

Escritor Francisco Marins, na Academia Paulista de Letras, em São Paulo, em ato em sua homenagem, promovido pela AEILIJ Paulista, em 09 de Dezembro de 2010.

NA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

Marciano Vasques com a escritora Regina Sormani e o escritor Edson Gabriel Garcia, na Academia Paulista de Letras, na homenagem ao escritor Francisco Marins, em 9 de Dezembro de 2010.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ray Conniff-TEMA DE LARA (de Maurice Jarre).

SAPABELA E A VAIDADE

— Sapabela, que lindo o seu esmalte! ... Só não compreendo o excesso de roupa...
— Excesso? É apenas um vestido, Rospo! E até um pouco curto...
—  Tem razão, é apenas um vestido... Eu que ando com excesso de imaginação...
— Do que está falando, Rospo?
— Estou brincando com você, minha amiga...
— Que bela estratégia...Transforma em brincadeira uma vontade oculta...
— Agora eu que não entendi! Vontade oculta?...
— Rospo, já ouviu aquele ditado: "Onde há brincadeira, tem verdade"...
— Sim, é uma adaptação livre do ditado da fumaça e do fogo...
— Mudando de assunto: obrigado pelo elogio do esmalte. Sou um pouco vaidosa, Rospo...
— Só um pouco não vale, Sapabela...
— Mas a vaidade é boa em si?
— Quando a vaidade se vai, vai a idade...
—  Gosta da vaidade?
— Não pode ser excessiva a ponto de ultrapassar outras prioridades...
— Quais, por exemplo?
— A vida virtuosa...
— É possível vida virtuosa com vaidade?
—  Naturalmente. E a vaidade torna a vida melhor, mais refinada, mais requintada... Uma vida sem vaidade, em vez de requintada, é uma vida requentada...
— De que forma a vaidade torna a vida melhor?
— Ora, todos saem ganhando...
— Explique isso.
— Uma sapa naturalmente vaidosa torna-se mais bonita...
— Sim?
— E eu, que sou amigo dela, saio lucrando...
— É?
— Sim, eu, no meu caso, posso ter o privilégio de ficar olhando uma amiga Sapabela mais linda...
— Rospo, bem que já está na hora do Sapo também ser um pouco vaidoso, não é?
— Hã?

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 - 365
Marciano Vasques
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O AMOR É NEUTRO?

— Rospo, o amor é neutro?
— A qual amor se refere?
— Ao romântico...
— O amor verdadeiro certamente não é neutro...
— Dizem que o amor é cego.
— Nessa "cegueira" reside a tal neutralidade...
— Por que o amor verdeiro não é neutro? Ou cego?
— Porque ele não nubla os olhos do coração...
—  Da razão?
— Não! Do coração mesmo. A razão do amor é sempre a do coração...
— Fale dessa tal "neutralidade" do amor verdeiro...
— Verdeiro, não! Verdeiro vem de verde, de enverdecido...
— Eu quis dizer "verdadeiro", mas digitaram errado...
— Gosto de Metalinguagem, mas vamos direto ao ponto...
— Meu ponto sempre são três...
— Sei, as reticências... Mas, vamos ao amor...
— Agora?
— Sapabela! Pare de brincar... Ele não é neutro porque os olhos conseguem ver o ser amado em sua real dimensão...
— Entendo, e o ser amado se apresenta como ele realmente é... Mas sonhar é bom, Rospo!
— Mas os sonhos não podem distorcer a visibilidade... Já soube que uma sapa continuava apaixonada pelo namorado... que havia "maltratado" uma sapinha...
— Ela continuou apaixonada por um sapo que maltratou uma criança?
— Sim, e continuou se dedicando a ele enquanto a sapinha teve a infância destruída... E ele também atirou uma pedra no olho de uma cachorra e a cegou... E ela continuou apaixonada...
— Esse amor, que é neutro, é um amor imperfeito, uma anomalia do amor... Um desvio da ideia do que seria uma amor autêntico... O amor verdadeiro não admite essa neutralidade, essa cegueira...

HISTÓRIAS DO ROSPO 2010 364

Marciano Vasques

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

LAGO DOS CISNES

CAPA DO LIVRO NEGRINHA

COMPAY SEGUNDO

ESCRITOR FRANCISCO MARINS

Escritor Francisco Marins recebendo o abraço de 
CASA AZUL DA LITERATURA

CADÊ VOCÊ?

TAQUARA- PÓCA



TAQUARA - PÓCA



Além do "Sítio", temos também uma fazenda. Taquara - Póca. Seu criador, o escritor Francisco Marins, nascido no primeiro quarto do século XX, já traduzido para uma quinzena de idiomas.
Seu livro, "Clarão na Serra" já é um clássico. O autor passou a infância na roça, no campo, nas plantações de café e foi nessa infância que ele buscou a inspiração para a sua literatura, rica de termos e expressões regionais, que nos mostram uma parte da riqueza folclórica vocabular da oralidade de nosso povo.
Um divulgador da vida rural, criou em Botucatu, sua terra natal, o clubinho Taquara-Póca. A criançada e a juventude, precisam ter contato com esse fecundo escritor. Um dos valores contemporâneos do Brasil.
Tem dezenas de livros para a juventude. Eis alguns de seus títulos de obras infanto juvenis
Nas Terras do Rei Café (série Taquara-Póca); Os Segredos de Taquara-Póca (série Taquara-Póca); O Coleira Preta (série Taquara-Póca); Gafanhotos em Taquara-Póca (série Taquara-Póca); Viagem ao Mundo Desconhecido; A Aldeia Sagrada (série Vagalume); O Mistério dos Morros Dourados (série Vagalume); A Montanha das Duas Cabeças (série Vagalume)
Foi na série Vagalume, da Editora Ática, que eu o conheci, quando era professor Orientador de Sala de Leitura, numa escola da Cidade Tiradentes.
Ambientando no então vilarejo de Botucatu, Clarão na Serra mostra a saga dos tropeiros, que penetravam nas matas, e se depararam com as trilhas já abertas pelos indígenas. Os viajantes cantadores, desbravadores da segunda metade do século XIX, são os protagonistas desse belo romance, requinte do regionalismo do Brasil. Ler Francisco Marins é viajar, desbravar, ao lado dos pioneiros da povoação do Brasil pelos seus interiores.
Aventuras na fazenda de Taquara - Póca é o recanto da nossa literatura, a nos mostrar um Brasil rico e com seus personagens lendários.
Curupira e as crianças, um nuvem de gafanhoto ameaçando o sítio. Francisco Marins escreveu muito, uma literatura fecunda e rica. Seus livros fazem parte do acervo da memória do Brasil, com seus animais, suas árvores, seus verdes e suas trilhas.
O premiado autor está em verbetes internacionais, e numa badalada coleção europeia chamada Delphin, que reúne os clássicos de literatura juvenil de todo o mundo.
Grande incentivador da juventude para que ela conheça os sertões, Francisco Marins merece ter seu nome triunfado nos arcos da literatura do Brasil.

MARCIANO VASQUES

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