sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O SAPO RICO

—Rospo, pare de fazer escarcéu! Vem correndo, de braços abertos, chacoalhando os braços. O que aconteceu? Viu novamente a horripilante criatura da indiferença? Sei que esse alienígena o perturba, mas,

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

COMO ELE ME AMA!

Sapabela conversa com uma amiga:
—Ele diz que me ama, Sapabela.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

FELIZ ANO NOVO!

—Sapabela! Feliz Ano Novo!
—Obrigado, Rospo. Mas... está um pouquinho atrasado, não é?
—Eu? Atrasado?
—Não vá dizer que nunca chegou atrasado...

sábado, 21 de janeiro de 2012

MUNDO SERÁ LIA

Áfricas se cruzam aqui
Nas ruas tortas
Do bairro meu.

PASTILHAS

Busquei tua voz por onde estive,
Levei de ti a imensa falta.     
Desci ladeiras feito um demiúrgo
Bêbado de poemas

PASTILHAS

De ti sinto a falta no meu corpo.
De ti, o toque que nos fez ser melhor.
De ti, a palavra necessária 
E  verbos da leveza de levar
Meu rosto pra lavar
No riacho da poesia.
Onde se pode ir sim.



Marciano Vasques

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

FRAGMENTOS

Pinta o rosto
Recaptura a sua história
Em cada traço, cada ruga
Cada rogo
Da alma.

O SAPO E A GARAPA

—Rospo! Hoje é sexta-feira!
—Yupiiii!
—Que alegria, Rospo!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O SAPO E A ILUSÃO

—Rospo!
—Sapabela!
—O que pensa da ilusão, meu amigo?
—Cresci entre ilusões.
—Isso fez mal, Rospo?

domingo, 15 de janeiro de 2012

NO EMBALO NA MANHÃ DE DOMINGO

—Rospo, hoje é domingo!
—Yupiii!
—Meus ouvidos, Rospo!

O PRIMEIRO BEIJO

Você tem que ser o melhor no que faz

ELA!

sábado, 14 de janeiro de 2012

A BEBIDA GELADA

—Rospo!
—Sapabela! Minha linda.
—Novidade, Rospo?
—Assisti a um vídeo de uma Rede Social.
—Fale.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

SÁBIOS, SABIÁS E SÁBIAS

—Rospo, penso que descobri o que é um sábio.
—Sábio é o sabiá que continua sabiá.
—Não brinque, querido amigo. Descobri mesmo o que é um sábio.

O SAPO E O SÁBIO

—Rospo, gosta de melancia?
—Adoro essa curcubitácea.
—Curcubitácea?
—Melancia não é fruta, querida.

domingo, 8 de janeiro de 2012

NA PRAIA VENDENDO QUEBRA-QUEIXA.

—Rospo, que faz aqui na praia?
—Vendendo quebra-queixa.
—Não é quebra-queixa, amigo! É quebra-queixo.

GÁS, AVIÃO E PRAIA

Botijões de gás explodiram nos tempos do começo.
Aviões cairam,  aeronaves explodiram no ar.
A pele dolorida de queimadura solar,
pela imprudência da exposição sem proteção ao Sol.

A maravilha do Ser humano é que ele não desistiu do conforto do gás, do voo do avião e da alegria da praia.



Marciano Vasques

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

CHAMARIZ DE CONVERSA

—Rospo?
—Sim? Essa voz! Sapabela!
—Sou eu!
—Yupiiii! Obrigado por ter ligado. Qual a novidade, querida amiga?

OS NAMORADOS, A SAPINHA, O BEIJO

—Yupiiii!
—Que foi, Rospo?
—Recebi o IPVA, já peguei a primeira fila do ano no banco...
—Isso é motivo para contentamento?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SOLIDÕES

Esquecimento abre a janela,
Na fugacidade das coisas

domingo, 1 de janeiro de 2012

ESPÍRITOS QUE ANDAM

—Rospo, já se sentiu um guru?
—Um guri, Sapabela. Já me senti um menino.

LENDO SÓ A MANCHETE

—Preferia que o Ano fosse Ana...
—Que conversa é essa, Rospo? Também viu algum ET?
—Se o Ano fosse Ana, eu poderia chamá-la de Lindona, mas como é ano chamo de Lindão.

ABRAÇO NO CHUVISCO

—Agora que o lindão chegou com seus 2012 abraços, quero caminhar nas calçadas enquanto meus amigos dormem depois da madrugada universal.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A LUA E O TEMPO

No cais
Sangrando orvalhos 
Nos  ais: o tempo.

ZIPA!

—Sapabela, um sorvete?
—Zipa!

O SAPO E A FESTA

Como é Natal, Rospo foi convidado para uma dezembrificada festa junina, e chega vestido a caráter.
—Fica bem de caipira!
—Obrigado, Sapabela! Você está bonita.
—Isso é sempre, Rospo!

APAIXONANTES AMIZADES

—Rospo!
—Sapabela! Que bom encontrá-la! Ele está chegando.
—Ele quem?
—O Ano Novo.
—Abro-me para ele...
—Não, Sapabela!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SALDÃO NO SHOPPING

Rospo no shopping só observando. Várias lojas estão realizando o milagre do Saldão. Diante do mistério, o sapo vê a multidão que passa por ele. Todos os sapos felizes. Viva o Saldão!

ENSABOANDO, ENSABOANDO

—Rospo, que faz aí à beira do lago, na relva deitado?
—Ensaboando, Sapabela, ensaboando.
—Isso é papinho de Cartola*, meu amigo. Como pode estar ensaboando se nada tem além de um livro, fechado, por sinal?

OS SAPOS E O SOL

Última noite do ano. Os amigos Rospo e Sapabela se encontram e papeiam enquanto aguardam a hora.
—Um ano se passou!
—Verdade, Sapabela. E você? Girou ao redor de qual Sol?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ENTULHO NA PRAÇA?

Um sapo joga entulho na praça.
—Pare, meu amigo! O que está fazendo? Pare!
—Ficou maluco? Estou jogando entulho e ninguém tem nada com isso.
—Eu tenho!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

PROPOSTA?

Como Cartésius, deveríamos reduzir tudo ao grau zero. Explico-me: pôr em dúvidas cada provérbio, cada ditado popular, e peneirar, apurar, filtrar, examinar. Até ficar apenas com os que engrandecem o Ser e trazem benefícios para a consciência; e assim com todas as piadas, todas, as de loiras, enfim, e examinar uma por

domingo, 25 de dezembro de 2011

O ALVOROÇO ALVORECE

—Dia alvorecendo, Sapabela! Acorde!

BREVE FUGA DO NATAL EM FAMÍLIA

Radiante Sapabela com seu amigo na calçada do Natal.
—Sapabela, conseguiu fugir um pouco?
—Logo retorno, Rospo, em alguns minutos. Natal, bem sabe, é comemoração familiar.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PRESENTES E PRESENTES

—De cachimbo, comprando um presente, quando no reflexo da vidraça vê uma amiga se aproximando.
—Sapabela!
—Rospo! Não quero atrapalhar.
—Nem pense, Sapabela. Seu presente já comprei.
—Ulalá Ulalá!

CONVERSA NATALINA

—Yupiiii!
—Rospo? Que alegria é esta? Já sei: É sexta-feira. Ninguém é de ninguém! Isso o deixa bem eufórico, não é?
—Sapabela, estou feliz também por outras coisas, outras descobertas.
—Diga, meu querido. Já sou um brinde ao seu dizer.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

NO ACONCHEGO DA CHEGADA DA NOITE POLAR

—Rospo! Sexta-feira! Lembra? Ninguém é de Ninguém! Vamos tomar um sorvete gelado? A noite está nublada,  a lua se escondeu. Faceira que só ela. Não faceira de Face, mas de dengo, de andarilhar no céu a brilhar. Às vezes parece um sorvete de creme, bordado numa estrelada toalha azul.

A PORTEIRA DO SAPO

Não para matar a saudade, mas para adoçá-la, Sapabela se ofertou a um passeio de simplicidade. Foi ao Brás. De trem, que o tempo passa mas é bom quando o faz de trem. Ainda na plataforma já ouviu umas conversas que despertaram a sua curiosidade. Diziam sobre uma nova porteira no Brás.

POESIA PARA CLARICE

clarice, filha querida

quando em sua boca se ausentar
a doçura da manhã que se perdeu
nos atalhos apressados do chegar

e em seus cabelos mutantes pousar
o silencio de pássaros que partiram
para sempre, para não mais voltar

por favor, quando chegar esse dia
não deixe que a amargura prevaleça
não deixe que a dor vença a alegria

hoje e sempre, feliz aniversário!

akira – 19/12/2011.

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